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Cuiabá, 09 de Junho de 2026
09 de Junho de 2026

24 de Abril de 2026, 10h:43 - A | A

POLÍCIA / ALVO DE OPERAÇÃO

Preso com arma furtada, empresário investigado por divulgar “jogo do tigrinho” paga fiança de R$15 mil e deixa cadeia

Justiça concluiu que não há requisitos para manter Wilton Wagner Magalhães preso

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O juiz do Núcleo de Justiça 4.0, Cássio Leite de Barros Netto, concedeu liberdade provisória ao empresário Wilton Wagner Magalhães, mediante o pagamento de fiança de R$ 15 mil. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e produto de furto, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Aposta Perdida, que investiga membros de uma mesma família por crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online, conhecido como Jogo do Tigrinho, ilegal no país. 

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Em audiência de custódia realizada no final da tarde dessa quinta-feira (23), o magistrado concluiu que não há requisitos suficientes para converter o flagrante em prisão preventiva, pois não há indícios de que Wilton possa atrapalhar as investigações ou impedir a aplicação da lei penal.

“Averiguando o fato delitivo do Flagranteado, não há necessidade de mantê-lo em prisão, tendo em vista não subsistir pressuposto para tal, considerando que o próprio não apresenta indícios de que possa vir a prejudicar a instrução processual penal ou impedir a aplicação da lei penal”, diz trecho da decisão.

Cássio Netto ressaltou que são “reprováveis” os fatos que levaram o empresário à prisão, mas a regra permite que o investigado responda em liberdade.

Wilton alegou possuir renda mensal de R$ 80 mil, por isso a fiança foi arbitrada em R$ 15 mil, valor que será revertido ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

“Contudo, vislumbro a necessidade de aplicação de fiança ao caso concreto, de modo que arbitro fiança no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), uma vez que o autuado declarou ser empresário e auferir renda mensal de R$ 80.000,00 (interrogatório de id. 231061401), sendo revertido ao TJMT”, destacou o juiz.

Além da fiança, Wilton foi submetido às seguintes medidas cautelares: comparecimento em todos os atos do processo e comunicação prévia de eventual mudança de endereço.

O pagamento da fiança foi informado na manhã desta sexta-feira (24).

Operação Aposta Perdida

A Operação Aposta Perdida foi deflagrada nessa quinta-feira pela Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

De acordo com as investigações, um grupo criminoso composto por membros da mesma família praticava crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

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Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro apreensões de passaportes e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões.

Os alvos da operação são o empresário Wilton Wagner e a esposa dele, Jessica Orben Vasconcelos Magalhães; a irmã de Jéssica, Lili Vasconcelos, e seu marido, o empresário Erison Coutinho, proprietário da loja Rei dos Panos. Os quatro ostentavam uma vida de luxo incompatível com a renda formal declarada.

Durante o cumprimento da busca e apreensão na casa de Wilton, localizada no condomínio Florais da Mata, em Várzea Grande, a polícia encontrou uma pistola Glock G21 calibre .45, além de 12 munições do mesmo calibre e outras 50 munições calibre .380. O armamento estava escondido dentro de um cofre instalado no closet da residência.

Segundo os autos, a arma é produto de furto ocorrido em 2024, em um hotel de Cuiabá, e foi encontrada em pleno funcionamento após perícia técnica.

De acordo com a Polícia Civil, Wilton Wagner não possuía registro da arma de fogo, classificada como de uso restrito. A investigação também aponta indícios de que ele tinha conhecimento da origem ilícita do armamento, o que motivou o enquadramento por receptação.

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