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24 de Abril de 2026, 10h:43 - A | A

POLÍCIA / ALVO DE OPERAÇÃO

Preso com arma furtada, empresário investigado por divulgar “jogo do tigrinho” paga fiança de R$15 mil e deixa cadeia

Justiça concluiu que não há requisitos para manter Wilton Wagner Magalhães preso

Reprodução

Wilton Wagner foi preso em flagrante com arma furtada

Wilton Wagner foi preso em flagrante com arma furtada

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O juiz do Núcleo de Justiça 4.0, Cássio Leite de Barros Netto, concedeu liberdade provisória ao empresário Wilton Wagner Magalhães, mediante o pagamento de fiança de R$ 15 mil. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e produto de furto, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Aposta Perdida, que investiga membros de uma mesma família por crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online, conhecido como Jogo do Tigrinho, ilegal no país. 

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Em audiência de custódia realizada no final da tarde dessa quinta-feira (23), o magistrado concluiu que não há requisitos suficientes para converter o flagrante em prisão preventiva, pois não há indícios de que Wilton possa atrapalhar as investigações ou impedir a aplicação da lei penal.

“Averiguando o fato delitivo do Flagranteado, não há necessidade de mantê-lo em prisão, tendo em vista não subsistir pressuposto para tal, considerando que o próprio não apresenta indícios de que possa vir a prejudicar a instrução processual penal ou impedir a aplicação da lei penal”, diz trecho da decisão.

Cássio Netto ressaltou que são “reprováveis” os fatos que levaram o empresário à prisão, mas a regra permite que o investigado responda em liberdade.

Wilton alegou possuir renda mensal de R$ 80 mil, por isso a fiança foi arbitrada em R$ 15 mil, valor que será revertido ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

“Contudo, vislumbro a necessidade de aplicação de fiança ao caso concreto, de modo que arbitro fiança no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), uma vez que o autuado declarou ser empresário e auferir renda mensal de R$ 80.000,00 (interrogatório de id. 231061401), sendo revertido ao TJMT”, destacou o juiz.

Além da fiança, Wilton foi submetido às seguintes medidas cautelares: comparecimento em todos os atos do processo e comunicação prévia de eventual mudança de endereço.

O pagamento da fiança foi informado na manhã desta sexta-feira (24).

Operação Aposta Perdida

A Operação Aposta Perdida foi deflagrada nessa quinta-feira pela Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

De acordo com as investigações, um grupo criminoso composto por membros da mesma família praticava crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

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Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro apreensões de passaportes e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões.

Os alvos da operação são o empresário Wilton Wagner e a esposa dele, Jessica Orben Vasconcelos Magalhães; a irmã de Jéssica, Lili Vasconcelos, e seu marido, o empresário Erison Coutinho, proprietário da loja Rei dos Panos. Os quatro ostentavam uma vida de luxo incompatível com a renda formal declarada.

Durante o cumprimento da busca e apreensão na casa de Wilton, localizada no condomínio Florais da Mata, em Várzea Grande, a polícia encontrou uma pistola Glock G21 calibre .45, além de 12 munições do mesmo calibre e outras 50 munições calibre .380. O armamento estava escondido dentro de um cofre instalado no closet da residência.

Segundo os autos, a arma é produto de furto ocorrido em 2024, em um hotel de Cuiabá, e foi encontrada em pleno funcionamento após perícia técnica.

De acordo com a Polícia Civil, Wilton Wagner não possuía registro da arma de fogo, classificada como de uso restrito. A investigação também aponta indícios de que ele tinha conhecimento da origem ilícita do armamento, o que motivou o enquadramento por receptação.

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