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23 de Setembro de 2026

03 de Maio de 2022, 09h:27 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO CHACAL

Denúncia da Prefeitura de Cuiabá sobre médicos fantasmas desencadeou investigações

Ofício enviado em agosto de 2020 apontou servidores fantasmas e informações de investigação interna

EUZIANY TEODORO
DO REPÓRTER MT



A Operação Chacal, deflagrada hoje (3) pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate a Corrupção (Deccor), foi desencadeada após denúncia da própria Prefeitura de Cuiabá, sobre possíveis servidores fantasmas, contratados e recebendo salários e valores referentes a prêmio saúde destinados à função de médico no Hospital Pronto Socorro de Cuiabá.

Ofício foi enviado em 20 de agosto de 2020 ao delegado Sylvio do Vale Ferreira Júnior, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública.

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Assinado pelo então secretário de Saúde da Capital, Luiz Antonio Possas de Carvalho, o documento apontava possíveis pagamentos irregulares do prêmio saúde a três servidores da pasta.

Na época, o setor de Gestão de Pessoas chegou a procurar os contratos desses servidores e não encontrou. “Nesse sentido, fora efetuada uma averiguação minuciosa em atenção aos referidos servidores e restou constatado que não houve pedido de solicitação de contratação nos gabinetes adjuntos, tampouco no gabinete do Secretário Municipal de Saúde”, diz o ofício.

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A própria Secretaria de Saúde identificou pagamento irregular no total de R$ 218.715,34, no período de março a agosto daquele ano.

A pasta também não encontrou os nomes dos três servidores registrados no Conselho Regional de Medicina. Após isso, procedeu com a denúncia junto à Polícia Civil.

Assim, o então secretário apontou a possibilidade de crime de peculato e encaminhou todas as informações encontradas na investigação.

A Operação

De acordo com as investigações da Deccor, servidores da própria Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, valendo-se de contratações diretas ocorridas no período da pandemia de covid-19, passaram a cadastrar no sistema interno de admissão da secretaria “servidores fantasmas”, como se estivessem exercendo as funções de médicos no HPMC, contudo, nenhum dos suspeitos era formado em Medicina ou possuía registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Até o momento, a Deccor já constatou que seis suspeitos recebem salários e valores referentes a prêmio saúde de maneira irregular, como se fossem médicos. A partir deste momento a investigação policial transcorre no sentido de identificar a participação de demais servidores públicos municipais  e “médicos fantasmas” no esquema.

Veja a íntegra do documento clicando aqui.

 

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