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30 de Outubro de 2026

09 de Fevereiro de 2026, 16h:50 - A | A

POLÍCIA / ESCÂNDALO DA DELEGACIA

Delegado diz que facção usou áudios e prints para criar falsas provas contra policiais e gerar crise

Após repercussão prints que mostrariam supostos abusos cometidos por policiais, delegado Bruno França afirma que material foi forjado.

Reprodução

Bruno França é o delegado titular de Sorriso

Bruno França é o delegado titular de Sorriso

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A circulação de prints e áudios que sugerem abusos policiais na Delegacia de Sorriso (cidade no interior de Mato Grosso) ganhou um novo desdobramento hoje (9). Em entrevista exclusiva ao , o delegado Bruno França Ferreira disse que o material faz parte de uma estratégia coordenada pela cúpula de uma organização criminosa, que utiliza um celular institucional furtado em outubro de 2025 para criar "provas" manipuladas contra agentes da unidade.

Segundo o delegado, a pessoa responsável pelo furto já foi identificada, mas o aparelho teria sido entregue diretamente às lideranças do crime organizado. Desde então, diálogos estariam sendo tirados de contexto ou diretamente alterados. “Iniciou-se a publicação de vários prints ou falsificados ou editados para que mudasse o sentido completamente da situação, sempre induzindo algum ato ilícito de algum policial”, afirmou o delegado.

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França destaca que o material divulgado mistura trechos reais com montagens para confundir a opinião pública e as instituições. “São áudios fora de contexto, ou então áudios de conversa jocosa, de tiração de sarro, isolados para não entender que se tratava ali de uma atividade legal por parte da Polícia Civil”, detalhou.

Leia mais - Mensagens "bomba" revelam supostos confrontos forjados e abusos de policiais em delegacia onde detenta foi estuprada; veja vídeo e prints

Ele afirma que a equipe está amparada pelos registros originais das conversas. “Tem uns [prints] que são verdadeiros, mas eles fazem recortes para tirar o sentido do que está sendo dito”.

Segundo ele, o material teria sido replicado por parte da imprensa sem o devido contraponto. “A imprensa de Cuiabá não procurou a gente para apresentar a nossa versão e publicou da forma que veio, do crime organizado, e acabou gerando um dano”, desabafou.

Crise criada por facção

A circulação dessas mensagens coincidiu com a prisão do investigador Manoel Batista da Silva, acusado de estupro contra uma

Reprodução

Manoel Batista da Silva

Manoel Batista da Silva foi preso por estupro de detenta.

detenta. Para o delegado, o crime organizado aproveitou o momento de fragilidade institucional para requentar o material furtado meses antes.

“A alta cúpula do crime organizado se aproveitou para publicar novamente um material repetido e acabou causando um desgaste”.

Investigação e Corregedoria

A Polícia Civil afirma estar colaborando integralmente com os órgãos de controle. O material original já foi entregue ao Ministério Público e à Corregedoria.

“Já fomos ouvidos, apresentamos os esclarecimentos, apontamos onde estavam as edições e os contextos. A gente confia no trabalho da Corregedoria. Quanto aos efeitos administrativos, nós estamos tranquilos”, garantiu França.

O delegado finalizou afirmando que a unidade precisa conciliar as investigações de rotina com a defesa contra as acusações. “Essa investigação [do furto] está em andamento, já ouvimos diversas pessoas. O problema é que a gente tem que parar de trabalhar para ter que lidar com essas informações de calúnias constantemente, mas a delegacia continua investigando esse crime”.

Entenda o caso

Na semana passada, mensagens supostamente extraídas de um celular institucional furtado da Delegacia de Sorriso em outubro de 2025 e revelariam diálogos que mencionam forja de flagrantes, simulação de confrontos com mortes, uso ilegal de aplicativos espiões e abusos contra pessoas presas. 

Um suposto grupo interno de mensagens intitulado "DHPP/Assuntos Oficiais", usado por policiais de da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), um dos participantes escreve que seria preciso “meter flagrantão”, expressão que, conforme o contexto da conversa, indicaria a forja de prisão em flagrante.

Um dos prints também traz mensagens de teor abusivo e sexualizado envolvendo uma mulher que também estaria detida na delegacia. Em um dos diálogos, o policial escreve: “dá uma escaldada na piranha rapaz, pode comê kkk”. Em outra mensagem, ele afirma: “já vi polícia se apaixonar por bandida várias vezes. Amor de grade”.

Álbum de fotos

RepórterMT

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Elias 09/02/2026

Quando o remendo fica pior que o soneto.. melhor ficar quieto

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