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20 de Outubro de 2026

19 de Maio de 2026, 14h:42 - A | A

POLÍCIA / CASO LUCAS PERES

Capitão dos Bombeiros acusado por morte de aluno durante treinamento em Cuiabá recorre para tentar recuperar patente

O capitão do Corpo de Bombeiros Daniel Alves de Moura e Silva é acusado pela morte do aluno-soldado Lucas Veloso Peres

Reprodução

Lucas (à direita) morreu afogado durante um treinamento dos Bombeiros, em fevereiro de 2024, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

Lucas (à direita) morreu afogado durante um treinamento dos Bombeiros, em fevereiro de 2024, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A defesa do capitão do Corpo de Bombeiros Daniel Alves de Moura e Silva recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a perda do posto e da patente, determinada pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em março deste ano.

Daniel é acusado pelo homicídio do aluno-soldado Lucas Veloso Peres, que morreu afogado durante um treinamento dos Bombeiros, em fevereiro de 2024, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

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No recurso, a defesa do capitão alega que a perda do posto e da patente ocorreu antes da condenação criminal definitiva, contrariando o que prevê a Constituição Federal. O caso tramita na 11ª Vara Criminal Especializada em Justiça Militar de Cuiabá e está em fase de instrução.

LEIA MAIS: Tribunal de Justiça decreta perda de patente de capitão dos bombeiros por morte de aluno em treinamento em Cuiabá

Em relação à morte de Lucas Veloso, a defesa de Daniel sustenta que perícias, laudos médicos e o relatório de necropsia revelam circunstâncias relevantes sobre o estado de saúde do aluno-soldado, que não eram de conhecimento na época dos fatos e só foram identificadas após a morte.

Segundo o recurso, as informações apontam que o aluno fazia uso de medicações durante o período do curso, o que poderia ter comprometido sua aptidão para atividades físicas. Além disso, a defesa afirma que Lucas Veloso tinha arritmia cardíaca, condição que não era conhecida por Daniel Alves.

Para suspender a perda do posto e da patente, a defesa argumenta que a medida é grave e pode produzir efeitos irreversíveis na vida profissional, funcional, patrimonial e moral do bombeiro.

A defesa pede que o posto do capitão seja mantido, bem como as prerrogativas da função e o salário.

O caso

No dia 27 de fevereiro de 2024, Lucas Veloso Peres estava com dificuldades para cumprir um exercício sugerido durante treinamento conduzido pelo capitão Daniel Alves e coordenado pelo soldado Kayk Gomes dos Santos. O objetivo era que os alunos atravessassem a Lagoa Trevisan a nado, mas Lucas não conseguiu e parou duas vezes para descansar com o auxílio de um equipamento de flutuação.

O capitão não teria gostado do uso do flutuador, mandou retirar o equipamento de Lucas e pediu que outros alunos e militares se afastassem dele, ficando somente Daniel Alves com a responsabilidade de acompanhar o rapaz.

Lucas Veloso Peres acabou se afogando e morrendo no local.

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