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10 de Fevereiro de 2025, 10h:38 - A | A

POLÍCIA / ALVOS DE OPERAÇÃO

Bandidos cobravam taxa de 5% para não incendiar lojas em Várzea Grande

O líder do esquema e comparsa foram alvos de mandados de prisão.

PJC MT

As investigações começaram em novembro do ano passado após receber denúncias.

As investigações começaram em novembro do ano passado após receber denúncias.

DO REPÓRTER MT



Os integrantes de uma facção criminosa, identificado como O.R., e conhecido pela alcunha de Shelby, e o comparsa dele, C.R.L.S., conhecido como ‘Maxixi’, foram presos na manhã desta segunda-feira (10), durante a Operação A César o que é de César, após serem acusados de extorquir comerciantes, em Várzea Grande. Eles exigiam 5% do faturamento das lojas como taxa de funcionamento.

Os mandados de prisão, busca, sequestro e bloqueio de bens dos investigados foram cumpridos por policiais da Gerência e a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco). As investigações começaram em novembro do ano passado após receber denúncias.

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De acordo com as investigações, Shelby é o líder do esquema. Ele se apresentava para os comerciantes como disciplina da organização e exigia os pagamentos para permitir o funcionamento das empresas na cidade.

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Diante da recusa ao pagamento, o grupo recorria a ameaças de morte, violência física e incêndios criminosos contra os comerciantes, funcionários e familiares.

A investigação ainda revelou que O.R., utilizava a imagem de Tommy Shelby, personagem da série Peaky Blinders, na tentativa de ocultar sua identidade.

O delegado responsável pela investigação, Antenor Pimentel Marcondes, apontou que a extorsão tem se tornado a prática criminosa mais recente da facção criminosa para a captação de recursos ilícitos.

“A GCCO tomou conhecimento da ocorrência de extorsões aos atacadistas do ramo de acessórios e peças de celulares no camelô de Várzea Grande, e após diligências diversas foi confirmada a veracidade dos fatos, contudo as vítimas se mostram extremamente amedrontadas. E dessa forma, cabe ao Estado viabilizar a persecução penal, implementando mecanismos para proteger o cidadão e combater a criminalidade”, explicou o delegado, reforçando que a população pode colaborar denunciando fatos semelhantes, de forma anônima e com o sigilo garantido.

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