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25 de Agosto de 2026, 09h:56 - A | A

POLÍCIA / CONFIRA A LISTA DE BENS

Alvo de operação por desvio de mais de R$ 1 milhão do Imafir, candidato a deputado estadual declarou patrimônio de R$ 9,4 milhões

ALMT

Hugo Garcia

EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT



Alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25) pela Polícia Civil para investigar movimentações financeiras irregulares que ultrapassam R$ 1 milhão no Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), Hugo Garcia é candidato a deputado estadual pela Federação PSDB/Cidadania e declarou R$ 9,4 milhões em bens à Justiça Eleitoral.

Suplente de deputado estadual e ex-presidente do Imafir, Hugo é investigado pela suposta prática dos crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica. Ele e o ex-diretor executivo do instituto, Afrânio Migliari, foram alvos de mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar nesta terça-feira.

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A declaração de bens de Hugo reúne 40 itens, entre máquinas e equipamentos agrícolas, sistemas de irrigação, veículos, imóvel e participações em empresas. O patrimônio declarado soma R$ 9.498.340,34.

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Entre os bens de maior valor estão um trator agrícola Case do Brasil, avaliado em R$ 1,7 milhão; uma plantadeira Gran Prime, da Kuhn, de 31 linhas, declarada em R$ 1,26 milhão; dois conjuntos de Pivot Central, avaliados em R$ 831,9 mil; e um sistema de irrigação Pivot Central, no valor de R$ 685 mil.

Hugo também declarou um apartamento de 193 metros quadrados em Cuiabá, avaliado em R$ 613,4 mil, além de outros sistemas de irrigação, tratores, máquinas para plantio e colheita, pulverizadores e equipamentos utilizados no setor agropecuário.

A relação inclui ainda um trator Case Puma 200, de R$ 460 mil; um trator New Holland T8 385, de R$ 430 mil; uma plataforma colhedora de milho, de R$ 382,5 mil; e uma balança rodoviária eletrônica, avaliada em R$ 282 mil.

O candidato também declarou 50% das cotas de uma empresa de empreendimentos imobiliários, no valor de R$ 40 mil, e 100% do capital social de uma empresa agropecuária, avaliado em R$ 50 mil.

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Investigação

De acordo com a Polícia Civil, a investigação apura atos de gestão e movimentações financeiras realizadas durante um período de disputa pela representação legal do Imafir. Há suspeita de que Hugo tenha realizado movimentações mesmo após acordo homologado e decisão judicial que o impediam de reassumir a presidência e praticar atos em nome da entidade.

As diligências da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá apontam que as transações financeiras consideradas irregulares ultrapassam R$ 1 milhão.

Uma das transferências, de quase R$ 774 mil, foi realizada para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao então diretor executivo do instituto. Outra, de R$ 270 mil, foi destinada a um escritório de advocacia.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão e desativação dos acessos utilizados pelos investigados para movimentar as contas do Imafir. O instituto é considerado vítima e colabora com as investigações.

NOTA À IMPRENSA

Em atenção às matérias amplamente divulgadas na imprensa, o candidato a deputado estadual Hugo Henrique Garcia vem a público esclarecer que, na condição de então presidente do IMAFIR, associação de direito privado, mantida com recursos privados, ao contrário do que se divulgou, limitou-se a autorizar pagamentos a prestadores de serviços regularmente contratados pela entidade, com a devida documentação fiscal correspondente.

Os serviços foram prestados e os pagamentos tiveram amparo contratual, não havendo qualquer ilicitude nas ordens de pagamento.

Como se extrai da própria investigação, nenhuma das transferências apuradas teve Hugo como destinatário, ao contrário do indevidamente divulgado na imprensa.

O episódio amplamente divulgado se insere, como o próprio inquérito reconhece, em um contexto de disputa interna pela representação legal do instituto, matéria de natureza eminentemente cível.

Ao que tudo indica, os adversários de Hugo se valem indevidamente da seara criminal para resolver questão que deveria ser dirimida no âmbito cível.

Hugo confia na atuação das autoridades e reafirma que colaborará com o esclarecimento integral dos fatos, certo de que a apuração confirmará a regularidade de sua conduta.

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Qi 160 25/08/2026

E as raquere de tenis ?

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