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O advogado Ênio Martiniano da Cunha Júnior foi preso pela Polícia Civil suspeito de envolvimento na morte de Gabriel Martins Pereira
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
A Polícia Civil deflagrou, hoje(14), a Operação Silenciar, para cumprir quatro mandados de prisão preventiva contra investigados pelo homicídio e tortura de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos, executado com 16 tiros e 15 golpes de faca em novembro de 2024, em Cuiabá. Entre os alvos está o advogado Ênio Martimiano da Cunha Júnior, de 40 anos, apontado como coautor do crime e suspeito de prestar suporte jurídico a uma facção criminosa há anos.
O advogado foi localizado e preso na própria residência, no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá. A ação foi realizada após a conclusão do inquérito policial conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A prisão foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT).
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Os quatro mandados de prisão preventiva foram expedidos pelo juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, André Barbosa Guanaes Simões. Além do advogado, outros dois investigados tiveram as ordens judiciais cumpridas na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde já estavam presos por outros crimes. O quarto suspeito, apontado como integrante da facção que exercia a função de “disciplina” na época do crime, está foragido.
As investigações contaram com apoio de perícias, análise de imagens, monitoramento eletrônico e inteligência policial. Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil indiciou quatro suspeitos, com a individualização das condutas atribuídas a cada um.
O crime
Gabriel Martins Pereira foi morto na madrugada de 8 de novembro de 2024, no bairro Recanto da Siriema, em Cuiabá. O corpo foi encontrado por volta das 6h, caído no meio de uma rua, com 16 marcas de disparos de arma de fogo e 15 golpes de faca.
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Na ocasião, equipes da DHPP estiveram no local para realizar os procedimentos iniciais e dar início às investigações sobre o homicídio.
Conforme apurado pela Polícia Civil, o crime teria sido motivado por vingança. Integrantes de uma facção criminosa suspeitavam que Gabriel havia repassado informações às forças de segurança, o que teria levado a Polícia Militar a apreender uma quantidade significativa de drogas.
A partir dessa suspeita, a vítima teria sido torturada e, posteriormente, executada de forma cruel. Os investigadores reuniram elementos que apontam a participação dos quatro suspeitos no crime, incluindo o advogado, apontado como coautor.











