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23 de Novembro de 2022, 16h:03 - A | A

PODERES / ELEIÇÃO EM XEQUE

Valdemar: Não estamos pedindo nova eleição, mas não podemos viver com esse fantasma

PL solicitou que seja mantido o escopo da representação eleitoral apenas sobre o segundo turno

THAIZA ASSUNÇÃO
DO REPÓRTER MT



O Partido Liberal apresentou, na tarde desta quarta-feira (23), resposta ao despacho do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, solicitando que seja mantido o escopo da representação eleitoral, que aponta supostas irregularidades em cinco modelos de urnas eletrônicas, apenas sobre o resultado do segundo turno da eleição. 

A sigla entende que é necessário investigar os apontamentos e, somente em caso de confirmação de alguma falha, que as decisões recaiam também sobre o resultado do primeiro turno.

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Em entrevista coletiva, o presidente nacional do PL,  Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido nunca buscou a realização de uma nova eleição no país. Segundo ele, o objetivo é discutir a história do Brasil.

“Como vamos viver com o fantasma da eleição de 2022? Nós temos que solucionar isso. E pedimos ao Tribunal Superior Eleitoral que decida a questão”, disse Valdemar.

“Não se trata de pedir outra eleição, de fazer outra eleição, não tem sentido. É um negócio que envolve milhares de pessoas. Por que o cidadão que teve 200 votos, tem que participar do processo. Então, é uma loucura, além de atingir a vida dos senadores, governadores, e tudo mais”, afirmou.

Na representação eleitoral, o partido pediu a invalidação dos votos decorrentes dos modelos UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015 das urnas eletrônicas,  que chegariam a 250 mil unidades e que, consequentemente, daria a vitória do segundo turno das eleições presidenciais ao presidente Jair Bolsonaro. 

Em resposta, Moraes deu 24h para que fosse incluído na ação o resultado do primeiro nas supostas irregularidades.

A alegação de Bolsonaro e Valdemar é de que houve “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” nesses modelos. 

Para eles, apenas os votos registrados nas urnas eletrônicas de modelo UE2020, que representa 40,82% de urnas utilizadas no segundo turno, são "idôneos".

Nessas urnas, conforme o relatório, Bolsonaro recebeu 51,05% dos votos contra 48,95% de Lula (PT).  

“Nunca nós tivemos essa intenção. Nós estamos discutindo a história do Brasil. Como vamos viver com a fantasma da eleição de 2022. TSE está aí para isso. Foi lá que nós recorremos”, acrescentou.

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