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15 de Maio de 2017, 13h:10 - A | A

PODERES / ESCUTAS CLANDESTINAS

Taques diz que não podia demitir supostos envolvidos por ‘fofoca’ e apoia CPI

O governado disse que inicialmente o promotor Mauro Zaque não lhe apresentou documentos, que comprovassem a denúncia de sistema de escutas telefônicas ilegais.

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Pedro Taques disse que o Legislativo Estadual é independente e que o caso dos

Pedro Taques disse que o Legislativo Estadual é independente e que o caso dos "grampos" é grave e deve ser investigado.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) disse, nesta segunda-feira (15), que não demitiu os envolvidos no suposto esquema de grampos ilegais, apontados pelo promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança, Mauro Zaque, porque inicialmente ele não apresentou documentos que comprovassem a espionagem clandestina, que seria monitorada pela Polícia Militar. O tucano argumentou que não poderia exonerar apenas por fofocas.

“O promotor tinha que ter colocado no papel. Um governador, uma autoridade todos os dias recebe notícias de fofoca, disso, daquilo. Se o governador mandar embora todo mundo por fofoca, nós não vamos ter ninguém que assuma”, afirmou Taques.

“O promotor tinha que ter colocado no papel. Um governador, uma autoridade todos os dias recebe notícias de fofoca, disso, daquilo. Se o governador mandar embora todo mundo por fofoca, nós não vamos ter ninguém que assuma”, afirmou Taques, após cerimônia de entrega de 1,281 unidades habitacionais do residencial São Benedito, em Várzea Grande.

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Questionado a respeito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pela deputada estadual Janaina Riva (PMDB), o governador se limitou a dizer que o “Legislativo é independente”, porém acredita que o caso deve ser investigado.

“Em absoluto, gente. Grampo é coisa gravíssima, tem que ser investigado, independente de seja lá quem for”, concluiu Pedro Taques.

A deputada, alvo das escutas telefônicas deve apresentar a proposta na sessão ordinária de terça-feira (16).

Sobre a denúncia do sistema de grampos ilegais, o governador já ter tomado providências a respeito do assunto, determinando que a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) investigue o caso. Taques não quis comentar a declaração de Mauro Zaque de que sabia das escutas ilegais.

“O que o promotor Mauro Zaque falou eu já dei uma entrevista coletiva, não tenho mais o que falar, ele não trouxe absolutamente nada de novo”, disse o governador.

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Ellen 15/05/2017

Essa história de protocolo é uma desculpa esdrúxula. Todos sabemos que a administração pública tem o poder-dever de rever seus próprios atos e realizar, de ofício, o controle da administração. Desse modo, o governador poderia solicitar a investigação tão logo soube, por intermédio de uma autoridade que é o secretário de Estado de Segurança a época, do possível ato criminoso. Ainda que fosse uma denúncia verbal. A gravidade impunha o dever de apurar e punir, principalmente a ele que é Governador e ex membro do MP e professor de direito constitucional. Não estamos tratando de um bobinho qualquer.

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