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O secretário de Segurança Pública Rogers Jarbas disse que a investigação começará pelo Sistema Guardião usado pela PM.
RAFAEL DE SOUSA
Após vir à tona um esquema de grampos ilegais, que supostamente espionou políticos, médicos, empresários, assessores e até coronéis da Polícia Militar, o secretário de Estado de Segurança Pública Rogers Jarbas afirmou, na sexta-feira (12), que existe um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a PM para uso do Sistema Guardião – conhecido como um superaparelho de escuta telefônica, destinado aos órgãos de inteligência policiais.
"Pediremos também todas as informações ao Gaeco que tem esse controle, e que é um órgão de credibilidade. A partir daí, vamos conseguir identificar se houve algum tipo de interceptação telefonica clandestina”, explicou o secretário Rogers Jarbas.
Segundo o secretário, é exatamente esse aparelho que poderá ‘desvendar’ se houve ou não escutas ilegais como sugeriu a denúncia enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR), que supostamente tiveram como alvos dezenas de agentes públicos, à exemplo dos nomes da deputada estadual Janaína Riva e o deputado federal Carlos Bezerra, ambos do PMDB.
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“Imediatamente vamos enviar um ofício ao Gaeco pedindo a suspensão desse Termo de Cooperação Técnica para que possamos auditar o sistema através de uma investigação da Polícia Civil. Pediremos também todas as informações ao Gaeco que tem esse controle, e que é um órgão de credibilidade. A partir daí, vamos conseguir identificar se houve algum tipo de interceptação telefonica clandestina”, explicou.
“Qualquer dado inserido, qualquer consulta ou análise dentro do sistema, é possível ser consultado porque ele [o aparelho] foi construído exatamente com essa finalidade”, declarou.
Conform apurou o
, a investigação tinha como alvo principal uma quadrilha especializada em tráfico de drogas e foi autorizada, em 2014, por um juiz que atuava na comarca de Cáceres, município que fica na fronteira com a Bolívia. Em meio à lista estavam apenas apelidos de integrantes da suposta quadrilha criminosa, porém, nesta mesma relação de pessoas, estavam números e “codinomes” de pessoas públicas e autoridades com foro. Sem conseguir identificar de quem se tratava cada codinome, o magistrado autorizava as escutas policiais, sem saber do esquema.
Rogers explica que é possível descobrir se as interceptações telefônicas realmente aconteceram porque elas ficam armazenadas no Sistema Guardião.
“Qualquer dado inserido, qualquer consulta ou análise dentro do sistema, é possível ser consultado porque ele [o aparelho] foi construído exatamente com essa finalidade”, declarou.
Outro detalhe que chamou atenção do secretário, é que a primeira denúncia protocolada por Zaque na Casa Civil, que foi entregue ao governador e remetida ao Ministério Público Estadual (MPE) e, em seguida arquivada pelo Gaeco, não aparece nos computadores da Secretaria de Segurança. Há apenas um número de protocolo, no entanto, sem o conteúdo.
Ao contrário da denúncia entregue em mãos ao secretário do Gabinete de Governo, no dia 08 de outubro, em caráter reservado, o segundo documento, que, também, tem a classificação "reservado", foi encaminhado ao Protocolo Geral do Estado, o que foge dos padrões normais estabelecidos pelo Estado quando o assunto é sigiloso, além de ter o mesmo número de protocolo de um ofício referente ao solicitação de obras em Juara e que foi encaminhado à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) no dia 14 de outubro de 2015.














Xomano 13/05/2017
É sério?! Técnicamente foram legais...tiveram ordem judicial...houve, pelo visto, fraude processual....
1 comentários