RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO
O servidor Valdecir Cardoso de Almeida, que prestou depoimento à CPI do Paletó, defendendo que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) não recebeu propina das mãos de Sílvio Correa, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, responde a um processo por falso testemunho em investigações da Delegacia Especializada em Crimes Fazendarios e Contra a Administração Pública (Defaz).
Nesta quarta-feira (07), ele afirmou aos vereadores, que por ser assessor de Sílvio Correa, à época, sabia que Emanuel não estava na lista de deputados que seriam gravados naquele dia da entrega da suposta propina.
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RpMT / reprodução JN
Emanuel foi flagrado recebendo maços de dinheiro das mãos de Silvio Correa.
O processo onde ele aparece como réu pelos crimes de falso testemunho (Art. 342) e corrupção ativa de testemunhas (Art. 343) é datado do dia 28 de julho de 2017. Os artigos em que ele é acusado consistem em dizer informações falsas em processos investigatórios e oferecer vantagens ou pagamentos para períto, tradutor ou intérprete para fazer afirmações falsas, negar ou omití-las.
Valdecir assessorava Silvio Correa, ex-chefe de gabinete do então governador Silval Barbosa. Os vídeos em que deputados fazem fila para receber propina faz parte da delação do ex-governador Silval afirmou que era extorquido pelos membros do legislativo para que projetos de obras fossem aprovados.
Na delação de Sílvio, Valdecir foi citado como o responsável por ter instalado a câmera que gravou os políticos recebendo dinheiro fato que é negado por ele. Ao vereadores, o servidor afirma que apenas ‘enquadrou’ a imagem do equipamento.
Defende Emanuel
Apesar de o prefeito aparecer no vídeo sorridente e, inclusive, deixando maços de dinheiro cair no chão, Valdecir afirmou aos vereadores que presidem a CPI que o dinheiro de Emanuel não era propina.
RepórterMT
Valdecir é acusado de mentir em depoimento na Defaz.
Valdecir argumentou que não sabia que ocorria pagamento de propina a deputados, no gabinete de Sílvio Correa e alegou que diversas vezes atendeu, no celular do ex-chefe de gabinete de Silval, ligações do irmão do prefeito, o empresário Marco Polo, o Popó, cobrando dívidas de pesquisa eleitoral realizada para o grupo do ex-governador.
“O Sílvio mandava eu dizer ao Popó que iria acertar os pagamentos. No dia da gravação, recebi uma ligação do Popó e contei isso para o Sílvio. Então, ele disse que já estava resolvendo com o Emanuel”, afirmou.
As alegações são parecidas com as adotas pela defesa de que Emanuel passou no local para pegar o dinheiro de um trabalho realizado pelo irmão do prefeito.
As afirmações são analisadas pelos membros da CPI no relatório final .
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