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Valdecir Cardoso de Almeida assessorava Silvio Correa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa
RAFAEL DE SOUSA
DA REPORTAGEM
O servidor da Assembleia Legislativa, Valdecir Cardoso de Almeida, que assessorava Silvio Correa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa negou, nesta quarta-feira (07), em depoimento aos vereadores da “CPI do Paletó”, ter instalado a câmera que flagrou deputados estaduais recebendo propina na gestão passada.
“O Silvio mandava eu dizer ao Popó que iria acertar os pagamentos. No dia da gravação, recebi uma ligação do Popó, falei para o Silvio que ele havia ligado e o Silvio disse que estava resolvendo já com o Emanuel”, afirmou.
Valdecir alegou que só enquadrou o equipamento.
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Na oitiva, ele defendeu o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), investigado por suposta quebra de decoro, devido a recebimento de propina, enquanto deputado estadual. Aos vereadores, ele disse que não havia na agenda de Silvio a previsão de audiência com Emanuel e negou que ele estivesse junto com os demais deputados, que naquele dia foram flagrados recebendo propina das mãos de Silvio.
Valdecir argumentou que não sabia que ocorria pagamento de propina a deputados no gabinete de Silvio Correa e alegou que diversas vezes atendeu, no celular do ex-chefe de gabinete de Silval, ligações do irmão do prefeito, o empresário Marco Pólo, o Popó, cobrando dívidas de pesquisa eleitoral realizada para o grupo do ex-governador.
“O Silvio mandava eu dizer ao Popó que iria acertar os pagamentos. No dia da gravação, recebi uma ligação do Popó, falei para o Silvio que ele havia ligado e o Silvio disse que estava resolvendo já com o Emanuel”, afirmou.
Segundo ele, naquele dia os deputados que estavam em uma sala de espera tinham os nomes em uma lista a partir da qual eram chamados e que Emanuel não fazia parte desse grupo.
Sobre o fato de ter registrado em cartório, documento em que afirma que Emanuel não teria recebido propina e sim o pagamento de uma dívida prestado pelo irmão dele, o ex-assessor de Silvio Correa justificou que fez isso porque acha que o prefeito não tinha relação com o esquema de propina relatado pelo ex-governador e por Silvio Correa.
As declarações de Valdecir são contrárias às declarações de Silval Barbosa e Silvio Correa que afirmam que o dinheiro entregue a Emanuel Pinheiro era sim referente à propina e não a pagamento de dívida de serviço de campanha prestado pelo empresário Marco Pólo.
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