Cuiabá, 13 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
13 de Setembro de 2026

07 de Março de 2018, 10h:23 - A | A

PODERES / CPI DO PALETÓ

Ex-assessor de Silvio defende Emanuel e nega ter instalado câmera

A testemunha da CPI do Paletó argumenta que Emanuel não estava com os demais deputados acusados de receber propina e que Silvio Correa comentou que estaria resolvendo a dívida de pesquisa junto ao irmão de Emanuel, com o então deputado.

RepórterMT

 Valdecir Cardoso de Almeida assessorava Silvio Correa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa

Valdecir Cardoso de Almeida assessorava Silvio Correa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa

RAFAEL DE SOUSA
DA REPORTAGEM



O servidor da Assembleia Legislativa, Valdecir Cardoso de Almeida, que assessorava Silvio Correa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa negou, nesta quarta-feira (07), em depoimento aos vereadores da “CPI do Paletó”, ter instalado a câmera que flagrou deputados estaduais recebendo propina na gestão passada.

“O Silvio mandava eu dizer ao Popó que iria acertar os pagamentos. No dia da gravação, recebi uma ligação do Popó, falei para o Silvio que ele havia ligado e o Silvio disse que estava resolvendo já com o Emanuel”, afirmou.

Valdecir alegou que só enquadrou o equipamento.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Na oitiva, ele defendeu o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), investigado por suposta quebra de decoro, devido a recebimento de propina, enquanto deputado estadual. Aos vereadores, ele disse que não havia na agenda de Silvio a previsão de audiência com Emanuel e negou que ele estivesse junto com os demais deputados, que naquele dia foram flagrados recebendo propina das mãos de Silvio.

Valdecir argumentou que não sabia que ocorria pagamento de propina a deputados no gabinete de Silvio Correa e alegou que diversas vezes atendeu, no celular do ex-chefe de gabinete de Silval, ligações do irmão do prefeito, o empresário Marco Pólo, o Popó, cobrando dívidas de pesquisa eleitoral realizada para o grupo do ex-governador.

“O Silvio mandava eu dizer ao Popó que iria acertar os pagamentos. No dia da gravação, recebi uma ligação do Popó, falei para o Silvio que ele havia ligado e o Silvio disse que estava resolvendo já com o Emanuel”, afirmou.

Segundo ele, naquele dia os deputados que estavam em uma sala de espera tinham os nomes em uma lista a partir da qual eram chamados e que Emanuel não fazia parte desse grupo.

Sobre o fato de ter registrado em cartório, documento em que afirma que Emanuel não teria recebido propina e sim o pagamento de uma dívida prestado pelo irmão dele, o ex-assessor de Silvio Correa justificou que fez isso porque acha que o prefeito não tinha relação com o esquema de propina relatado pelo ex-governador e por Silvio Correa.

As declarações de Valdecir são contrárias às declarações de Silval Barbosa e Silvio Correa que afirmam que o dinheiro entregue a Emanuel Pinheiro era sim referente à propina e não a pagamento de dívida de serviço de campanha prestado pelo empresário Marco Pólo.

Leia mais:

Silval confirma propina para Emanuel Pinheiro; 'entrava em fila pra pegar'

Silval diz que deputados faziam extorsão e que dinheiro era propina

'Era propina mesmo', diz ex-assessor de Silval sobre dinheiro dado a Emanuel; veja vídeo

Não cabia R$ 50 mil no paletó e Emanuel pegou propina em duas vezes, diz Silvio

Comente esta notícia