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09 de Janeiro de 2018, 18h:12 - A | A

PODERES / GRANA DA CULTURA

Secretário pagou R$ 660 mil à própria orquestra dias antes de deixar cargo; veja extrato

Leandro Carvalho é fundador e maestro regente da Orquestra de Mato Grosso, à qual repassou quase R$ 2 milhões, enquanto este como secretário de Cultura, nos últimos três anos.

RepórterMT/Reprodução.

Leandro Carvalho permaneceu no Governo por três anos, período em que pagou R$ 6,7 milhões à própria orquestra.

Leandro Carvalho permaneceu no Governo por três anos, período em que pagou R$ 6,7 milhões à própria orquestra.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Em seus últimos atos antes de deixar o Governo, o ex-secretário de Cultura do Estado (SEC), Leandro Carvalho pagou R$ 660 mil à Orquestra de Mato Grosso, criada como associação civil, na qual aparece como diretor artístico. O montante foi repassado em duas parcelas que tiveram espaço de apenas uma semana entre uma e outra.

Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) mostram que o então secretário realizou os dois repasses nos dias 6 e 13 de dezembro passado poucos dias antes de deixar o comando da pasta, que comandou até o dia 22 de dezembro. Se somados os meses de março, abril e agosto, o valor chega a R$ 1,9 milhão.

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Como já mostrou o , em janeiro do ano passado, Leandro Carvalho desrespeitou um decreto de contenção de gastos do governador Pedro Taques (PSDB) e repassou R$ 412 mil à Orquestra de Mato Grosso.

À época, o governador comentou que os secretários de Estado só deveriam manter os pagamentos dos serviços considerados essenciais das áreas de Segurança Pública, Educação e Saúde.

Apenas sob a regência do ex-secretário Leandro Carvalho, nos últimos três anos, os valores repassados à empresa que administra a orquestra ultrapassaram o montante de R$ 6,7 milhões.

Ex-secretário regente

Antes de assumir o comando da pasta, Leandro Carvalho era um dos principais nomes da orquestra, que em sua página online o apresenta como “um dos mais proeminentes maestros brasileiros da nova geração”, além de apontar como um dos dez artistas de maior importância na última década na música.

Leandro também é citado como “um dos fundadores da Orquestra do Estado de Mato Grosso e seu atual diretor artístico e regente principal”. 

Ainda em janeiro de 2017, a assessoria da Secretaria de Cultura informou que apesar de aparecer na apresentação online como diretor artístico da Orquestra, o então secretário era apenas regente voluntário, conforme determina a lei e por isso, não havia vínculo. 

Atualmente, a empresa é comada por Paulo Silveira da Silva e Paulo Cesar Ruhling.

Outro lado
"Quanto à matéria veiculada no dia 09 de janeiro, é importante esclarecer que a Orquestra do Estado de Mato Grosso é administrada via gestão compartilhada com o Governo de Mato Grosso. O contrato foi renovado em setembro de 2014. No Fiplan, consta que a Secretaria de Estado de Cultura fez repasses de duas parcelas em dezembro, porém, o status do pagamento é “empenhado”. A despesa pública possui três fases: empenho, liquidação e pagamento e, somente após a última fase que o valor entra na conta do credor. Ou seja, o valor de R$ 660 mil foi empenhado, mas não foi pago. Esta e as demais despesas precisam ser empenhadas para que, em 2018, sejam registradas como “restos a pagar”, vindo a serem quitadas logo que houver repasse financeiro."
Veja os dados:

 

Reprodução

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jose de faria lima 09/01/2018

Se fosse componente da equipe do Governo passado... já estava em cana, mas nesse? Vai para Punta Cana....

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Fernanda Dreher 09/01/2018

Não vou estranhar se encontrarem uma brecha legal para acontecer um absurdo desses, mas é imoral.

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Armindo de Figueiredo Filho Figueiredo 09/01/2018

UAI!!!SIMPLESMENTE>>>>>MANDA DEVOLVER!!!!!.ORA BOLAS!!!O MEU, O SEU,O NOSSO dinheiro suado, não é CAPIM... Enfim....É DINHEIRO PÚBLICO.......FIM DE PAPO.....

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Joaquim Cuiabano 09/01/2018

Isto é porque tem uma carinha de honesto. Pelo amor de Deus. A sociedade precisa ver o tamanho da estrutura desta Orquestra. Meu Deus confiar em quem????

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Magnata 09/01/2018

E assim caminha a humanidade! Mais um história a ser contada. Não sobra 1?

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Pardal 09/01/2018

Isso é desvio dos cofres públicos. Quero ver justificar isso?

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6 comentários