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Leandro Carvalho permaneceu no Governo por três anos, período em que pagou R$ 6,7 milhões à própria orquestra.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Em seus últimos atos antes de deixar o Governo, o ex-secretário de Cultura do Estado (SEC), Leandro Carvalho pagou R$ 660 mil à Orquestra de Mato Grosso, criada como associação civil, na qual aparece como diretor artístico. O montante foi repassado em duas parcelas que tiveram espaço de apenas uma semana entre uma e outra.
Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) mostram que o então secretário realizou os dois repasses nos dias 6 e 13 de dezembro passado poucos dias antes de deixar o comando da pasta, que comandou até o dia 22 de dezembro. Se somados os meses de março, abril e agosto, o valor chega a R$ 1,9 milhão.
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Como já mostrou o
, em janeiro do ano passado, Leandro Carvalho desrespeitou um decreto de contenção de gastos do governador Pedro Taques (PSDB) e repassou R$ 412 mil à Orquestra de Mato Grosso.
À época, o governador comentou que os secretários de Estado só deveriam manter os pagamentos dos serviços considerados essenciais das áreas de Segurança Pública, Educação e Saúde.
Apenas sob a regência do ex-secretário Leandro Carvalho, nos últimos três anos, os valores repassados à empresa que administra a orquestra ultrapassaram o montante de R$ 6,7 milhões.
Ex-secretário regente
Antes de assumir o comando da pasta, Leandro Carvalho era um dos principais nomes da orquestra, que em sua página online o apresenta como “um dos mais proeminentes maestros brasileiros da nova geração”, além de apontar como um dos dez artistas de maior importância na última década na música.
Leandro também é citado como “um dos fundadores da Orquestra do Estado de Mato Grosso e seu atual diretor artístico e regente principal”.
Ainda em janeiro de 2017, a assessoria da Secretaria de Cultura informou que apesar de aparecer na apresentação online como diretor artístico da Orquestra, o então secretário era apenas regente voluntário, conforme determina a lei e por isso, não havia vínculo.
Atualmente, a empresa é comada por Paulo Silveira da Silva e Paulo Cesar Ruhling.
Reprodução















jose de faria lima 09/01/2018
Se fosse componente da equipe do Governo passado... já estava em cana, mas nesse? Vai para Punta Cana....
Fernanda Dreher 09/01/2018
Não vou estranhar se encontrarem uma brecha legal para acontecer um absurdo desses, mas é imoral.
Armindo de Figueiredo Filho Figueiredo 09/01/2018
UAI!!!SIMPLESMENTE>>>>>MANDA DEVOLVER!!!!!.ORA BOLAS!!!O MEU, O SEU,O NOSSO dinheiro suado, não é CAPIM... Enfim....É DINHEIRO PÚBLICO.......FIM DE PAPO.....
Joaquim Cuiabano 09/01/2018
Isto é porque tem uma carinha de honesto. Pelo amor de Deus. A sociedade precisa ver o tamanho da estrutura desta Orquestra. Meu Deus confiar em quem????
Magnata 09/01/2018
E assim caminha a humanidade! Mais um história a ser contada. Não sobra 1?
Pardal 09/01/2018
Isso é desvio dos cofres públicos. Quero ver justificar isso?
6 comentários