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Secretário de Fazenda, Gustavo Oliveira diz que o Governo do Estado define esta semana, metas para conseguir "dinheiro novo".
KAMILA ARRUDA
DA REDAÇÃO
O secretário de Fazenda Gustavo Oliveira criticou o aumento do imposto em cima do combustível por parte do Governo Federal. Isto porque, a medida não irá refletir em benefícios para Mato Grosso e outros estados, apenas para a União. Para ele, a tributação de setores de consumo deveria ser realizada pelo Estado e não pelo Governo Federal.
“Os tributos que foram aumentados pela União estão basicamente ligados só às contas federais, não têm divisão para fazer com os estados, e isso é muito ruim".
“Tributar consumo é, essencialmente, algo que os estados têm que fazer. O ICMS é um tributo estadual, é prioritariamente dos estados, e toda vez que se tributa o consumo no país, como o Governo Federal fez aumentando, na semana passada, os impostos sobre os combustíveis, isso deveria ser, de alguma forma, dividido com os estados para que a sociedade pague, mas a sociedade inteira receba de volta os benefícios”, criticou.
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Oliveira afirma que o Governo do Estado vai na contramão do Governo Federal, uma vez que pretende fazer todos os ajustes e cortes possíveis antes de partir para o aumento de impostos.
“Os tributos que foram aumentados pela União estão basicamente ligados só às contas federais, não têm divisão para fazer com os estados, e isso é muito ruim. Você tem um aumento que vai resolver o problema do Governo Federal, mas nós aqui em Mato Grosso, por determinação do governador Pedro Taques (PSDB), começamos pelo lado do ajuste”, afirma.
Ele lembra que desde o início de sua gestão o chefe do Executivo Estadual tem adotado medidas que visam economia. De acordo com Oliveira, novas medidas serão adotadas nos próximos dias. A equipe econômica tem se reunido com todos os secretários para traçar as próximas estratégias.
“O Estado fez ajustes muito importantes e muito significativos ao longo dos últimos dois anos e meio e estamos fazendo outra rodada de ajustes com todos os secretários. O governador, pessoalmente, está participando de todas essas reuniões, onde nós avaliamos o que as pastas têm feito até aqui, com foco maior no primeiro semestre de 2017, e quais são as entregas previstas para este segundo semestre e qual o custo financeiro delas”, pontuou.
Conforme o secretário, a previsão é de que o Governo chegue a um denominador nesta semana.
“Nós terminaremos essas reuniões esta semana, e, a partir daí, poderemos apresentar em números para o governador e para toda a equipe do Governo o custo de cada uma dessas entregas, cada uma dessas políticas, e qual e a capacidade de financiamento que o Governo tem”, disse.














