Cuiabá, 23 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
23 de Setembro de 2026

29 de Janeiro de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / PEDALADAS DE TAQUES

Russi diz que oposição vai usar CPI para aparecer na TV e sangrar o Governo

Segundo o secretário da Casa Civil, Max Russi, apenas os deputados de oposição Janaina Riva (PMDB), Zeca Viana (PDT), Alan Kardec (PT) e Valdir Barranco (PT) ganharão palanque com a CPI dos Fundos.

RepórterMT

Max Russi disse estar “bastante tranquilo” com a CPI, explicando que não existiram desvios nem do Fundeb, tampouco do Fethab.

Max Russi disse estar “bastante tranquilo” com a CPI, explicando que não existiram desvios nem do Fundeb, tampouco do Fethab.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



Para o secretário da Casa Civil, Max Russi (PSB), a investigação sobre supostos desvios de recursos de fundos estaduais, aberta na Assembleia Legislativa será a oportunidade que a oposição esperava para trazer desgaste e “sangrar” o Governo Pedro Taques (PSDB).

"Terão a oportunidade de aparecer bastante nos veículos de comunicação. A oposição tem esse interesse, quanto mais conseguir sangrar o Governo, melhor”, disse Russi.

Segundo ele, apenas os deputados de oposição Janaina Riva (PMDB), Zeca Viana (PDT), Alan Kardec (PT) e Valdir Barranco (PT) ganharão palanque com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar a destinação de recursos do Fundo da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab).

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

“Acho que a oposição ganha muito com a CPI. Ganha palanque. Pois terão a oportunidade de aparecer bastante nos veículos de comunicação. A oposição tem esse interesse, quanto mais conseguir sangrar o Governo, melhor”, disse Russi.

Por outro lado, o secretário afirmou que os parlamentares que estiveram ao lado de Taques nos últimos três anos não terão benefício algum com a investigação. Ele acredita ser apenas pressão pelo descontentamento com o não pagamento das emendas parlamentares de 2017.

“Mas é lógico que a CPI é desgastante. Estamos em um momento de dificuldades, começamos a dar sinais de entregas, de organizar Estado, de apresentar melhoras".

“Aqueles que estiveram ao lado do governador nos últimos três anos não terão qualquer vantagem com a investigação e também não acredito que haverá chantagem por parte deles apenas para pressionar pelas emendas”, pontuou.

Russi comentou que o acordo firmado com os deputados em destinar R$ 50 milhões para as emendas só deve ser cumprido a partir de março, conforme o fluxo de caixa do Estado.

Mesmo considerando que a CPI não traz preocupações ao Governo, por não existirem projetos polêmicos a serem aprovados pelo Legislativo em 2018, o chefe da Casa Civil admitiu que a investigação pode ser desgastante.

“Mas é lógico que a CPI é desgastante. Estamos em um momento de dificuldades, começamos a dar sinais de entregas, de organizar Estado, de apresentar melhoras. A CPI desgasta, perde tempo gasta energia, pois uma série de servidores que irão comparecer, poderiam estar produzindo outros resultados para o Estado. Isso é ruim”, declarou.

Por esse motivo, ele disse estar “bastante tranquilo” com a CPI, explicando que não existiram desvios nem do Fundeb, tampouco do Fethab.

“O Governo está muito tranquilo em relação ao que será apurado. A questão do Fethab, por exemplo, me parece que o deputado Oscar [Bezerra (PSB)] falou em torno de R$ 200 milhões em sonegação. Se tem esse dinheiro para buscar, isso será positivo ao Estado. São recursos que podemos usar para pagar até as emendas parlamentares ou outros compromissos”, concluiu Max Russi.

Comente esta notícia