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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
18 de Julho de 2024

20 de Setembro de 2017, 14h:27 - A | A

PODERES / MPE FOI CONTRA

Perri afasta secretário por atrapalhar investigação sobre grampos

O secretário passará por audiência na 11ª Vara Criminal de Cuiabá e será monitorado por tornozeleira eletrônica por ordem do desembargador Orlando Perri

DA REDAÇÃO



O secretário de Segurança Pública do Estado, Rogers Jarbas, acaba de ser afastado, nesta quarta-feira (20), das funções por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri. A decisão é referente às investigações das interceptações telefônicas clandestinas, operadas pelas Polícias Militar e Civil.

O Ministério Público do Estado (MPE) opinou de forma contrária às medidas, no entanto, conforme Perri, Jarbas estaria "cometendo diversos ilícitos penais, dentre eles: o de embaraçar investigação de infração penal envolvendo organização criminosa; o de abuso de autoridade; o de usurpação de função pública; o de denunciação caluniosa; o de prevaricação; dentre outros que serão descortinados ao longo das investigações".

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Uma ação de busca e apreensão está sendo realizada na Sesp, onde serão apreendidos celulares, agenda pessoal, planilhas e outros elementos relacionados aos grampos. O secretário passará por audiência na 11ª Vara Criminal de Cuiabá e será monitorado por tornozeleira eletrônica.

O desembargador também determinou que Jarbas fique proibido de se aproximar de outros investigados pelo "grampos", além de tê-lo afastado das funções de delegado da Polícia Civil.

Os apontamentos do magistrado atendem a pedido da delegada Ana Cristina Feldner, responsável pelas investigações.

"Aduz a representante que o investigado é o responsável pela blindagem do grupo criminoso, e que são fortes os indícios de que ele pode ter sob sua responsabilidade documentos ou outras provas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos investigados, não apenas em relação a este inquérito, como, também, àquele instaurado para apuração da prática de crimes pela organização criminosa muitíssimo bem articulada, integrada por agentes que compõem o alto escalão do Governo do Estado de Mato Grosso e por ex-secretários", escreveu Perri.

O desembargador declarou que as medidas cautelares pretendem evitar práticas de novos delitos pelo secretário, uma vez que ele estaria "valendo-se de seu cargo e de sua influência, busca interferir nas investigações atinentes à prática do crime de interceptação telefônica ilegal, alcunhada de “grampolândia pantaneira”, tentando obter documentos sigilosos, ou constrangendo autoridades policiais e oficiais militares, intimidando pessoas ligadas à apuração destes fatos".

Segundo Perri, as interferências de Jarbas ocorreram na convocação "rápida" da delegada Alana Cardoso, que coordenou a Operação Forti, e na tentativa de investigar, "por via transversa", o promotor de Justiça, Mauro Zaque, ex-secretário de Segurança, que denunciou o esquema das interceptações em Mato Grosso.

"Não é desarrazoada a denúncia no sentido de que, pelo teor das perguntas formuladas, a intenção do inquiridor – no caso, o Secretário de Estado de Segurança Pública –, era o de investigar, por via oblíqua, a participação e a conduta do Promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, ex-Secretário de Segurança e Pública e responsável por trazer à tona o desprezível grupo criminoso formado para implantação de escutas ilegais", apontou o desembargador.

Operação Forti

Tratava-se de investigação para apurar as movimentações de facções criminosas dentro de presídios no Estado. No entanto, após denúncia do ex-secretário da Casa Civil de que existiria um esquema de atentado contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB), comandado pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, em 2015, a delegada Alana Cardoso afirmou que telefones de duas funcionárias da Casa Civil foram repassados por Paulo Taques porque teriam ligações com Arcanjo.

Tatiana Sangalli e Caroline Mariano tiveram os números inseridos clandestinamente em uma lista de escutas da Operação Forti, que investigava a atuação de facções criminosas dentro de presídios de Mato Grosso. Tatiana Sangalli, no entanto, era amante do ex-secretário. Ela recebeu o codinome de "Dama Lora" e Caroline, de "Amiguinha" para que os números recebessem autorização judicial de serem interceptados.

Veja íntegra da decisão aqui

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Armando João 20/09/2017

Não vai conseguir dormir com o namorado preso. Não vai mesmo!

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