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30 de Julho de 2018, 13h:50 - A | A

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OAB quer usar depoimento que responsabiliza Taques para 'pressionar' o STJ

O Supremo é responsável pelas investigações que envolvem o governador Pedro Taques no âmbito das escutas clandestinas em Mato Grosso.

RepórterMT

Presidente da OAB-MT, Leonardo Campos irá pedir que depoimento do cabo Gerson seja analisado pelo STJ.

Presidente da OAB-MT, Leonardo Campos irá pedir que depoimento do cabo Gerson seja analisado pelo STJ.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



A seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) irá pedir, nesta segunda-feira (30), o compartilhamento do depoimento do cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior prestado ao juiz Murilo Moura Mesquita na madrugada do último sábado (28). O militar responsabilizou o governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques por um esquema de escutas ilegais contra diversas autoridades do Estado.

O objetivo da OAB-MT é enviar o depoimento ao ministro Mauro Cambell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que apura a possível participação do governador no caso. Os depoimentos dos coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da Polícia Militar, e Evandro Lesco, ex-secretário-chefe da Casa Militar, também devem ser incluídos no pedido da Ordem.

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“A impressão que fica para todo mundo é de que não tem tido andamento, não só para quem vê de fora. Depois que o STJ avocou, não andou nada. E, se andou nós não temos ciência porque está sob sigilo”, afirmou o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos.

“A impressão que fica para todo mundo é de que não tem tido andamento, não só para quem vê de fora. Depois que o STJ avocou, não andou nada. E, se andou nós não temos ciência porque está sob sigilo”, afirmou o presidente da OAB-MT.

Os policiais militares  envolvidos no caso são julgados em um processo na 11ª Vara Militar de Cuiabá. O presidente da Ordem lembrou que foi feito um pedido, há cerca de cinco meses, para que o ministro Mauro Campbell retirasse o sigilo do processo envolvendo os demais investigados. Até o momento, relata Leonardo, o pedido não foi sequer analisado.

As investigações tiveram início em 2017 no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sob relatoria do desembargador Orlando Perri. Quatro ex-secretários foram presos preventivamente antes que Mauro Campbell levasse o julgamento para o STJ, a pedido do governador Pedro Taques.

Em seu depoimento, o cabo Gerson afirmou que o governador e Paulo Taques seriam os “donos” dos grampos. Utilizando a modalidade conhecida como “barriga de aluguel”, policiais militares teriam interceptado ilegalmente telefones da deputada estadual Janaína Riva (MDB), do advogado eleitoral José do Patrocínio, do desembargador aposentado José Ferreira Leite, do jornalista e ex-candidato ao Governo José Marcondes “Muvuca”, entre outros profissionais. De acordo com Gerson, o objetivo das interceptações era político.

A OAB-MT também pediu uma investigação sobre possível quebra irregular do sigilo fiscal feita por promotores do Ministério Público Estadual (MPE). O inquérito aberto a pedido da Ordem está entre os seis que foram remetidos ao STJ. Leonardo Campos frisou que apenas a investigação relativa ao governador, que tem foro por prerrogativa de função, deve continuar no STJ.

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