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O ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco foi um dos militares que foram acusados de participar em grampos ilegais.
RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO
O ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, disse que o empréstimo pessoal que fez ao cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa, em 2015, no valor de R$ 26,4 mil, ainda não foi quitado. A revelação ocorreu nesta sexta-feira (27) durante depoimento ao juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Militar, na ação que apura o envolvimento de militares em grampos telefônicos ilegais no Estado.
Ele cita que emprestou R$ 24 mil para que Gerson pudesse investir em um projeto de Tecnologia da Informação (TI). Logo após, entregou mais R$ 2,4 mil para que o cabo pudesse concluir a proposta.
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O ex-secretário declarou que não conhecia detalhes sobre o projeto e que havia ajudado o cabo devido à relação de amizade. Segundo investigações, o dinheiro emprestado foi destinado para comprar de uma placa de interceptação.
Ao ser questionado pelo juiz Murilo Mesquita sobre os dados dele constarem na nota fiscal da compra do produto, Lesco afirmou que foi por causa do cheque que emprestou.
Ele pontou que as acusações contra ele na ação nãos são verdadeiras. O ex-secretário relembrou que em 2015, o então comandante-geral da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, pediu para que ele apresentasse o cabo Gerson para participar de uma ação para investigar policiais militares que estariam supostamente envolvidos em tráfico de droga.
Ao longo do depoimento, negou saber de qualquer tipo de interceptação telefônica ilegal.
Os coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da polícia Militar, Evandro Lesco, ex-secretário de Estado, Ronelson Barros, o tenente-coronel Januário Edwiges Batista e o cabo Gérson Correa Júnior são réus nesta ação. Eles teriam operado um esquema de escutas clandestinas contra pessoas de interesse da cúpula do Governo do Estado entre agosto de 2014 e outubro de 2016.
Lesco foi preso no dia 27 de setembro, acusado de participação no esquema de obstrução às investigações das escutas telefônicas clandestinas, operadas por grupo da Polícia Militar e que tiveram como alvos políticos, advogados, jornalistas e servidores públicos.















MARIA TAQUARA 28/07/2018
não faz sentido ele ter ofertado cheque em valor tão alto, com nota fiscal no nome dele e ter pouca informação do que acontecia... agora o tribunal é militar julgando militar? sei não, talvez lá eles acreditem nessa historia!
1 comentários