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Cuiabá, 17 de Julho de 2024
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06 de Outubro de 2017, 11h:03 - A | A

PODERES / GRAMPOS ILEGAIS

Ministro do STJ mantém prisão de ex-secretário Paulo Taques

Ribeiro Dantas solicitou informações e determinou vista ao Ministério Público Federal (MPF).

FLÁVIA BORGES
DA REDAÇÃO



O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, que está preso desde o dia 27 de setembro, durante a deflagração da Operação Esdras.

O HC do ex-secretário Paulo Taques foi impetrado na terça-feira (3) pelos advogados Claudio Demczuk de Alencar, Pedro Correa Pertence e Marina Antunes Lima e distribuído, por sorteio, ao ministro Ribeiro Dantas, da Quinta Turma do STJ.

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“Não concedida a medida liminar de Paulo Cesar Zamar Taques. Solicitada informações e determinada vista dos autos ao Ministério Público Federal (MPF).

Além de Paulo Taques, foram presos o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Benedito Siqueira Júnior, o coronel  Evandro Lesco, ex-chefe da Casa Militar do Estado, a esposa de Lesco, Helen Christy, o sargento João Ricardo Soler e o empresário José Marilson da Silva.

O esquema

Os telefones foram interceptados com autorização judicial. Os documentos pedindo à Justiça autorização para isso foram assinados pelo cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior, numa suposta investigação de crimes cometidos por PMs. No entanto, foram juntados os telefones de quem não era suspeito de crime algum, numa manobra chamada “barriga de aluguel”.

O caso foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque. Em depoimento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, oele afirmou que, naquele ano, ouviu o coronel Zaqueu Barbosa, comandante da PM à época, dizer que as interceptações telefônicas eram feitas por determinação de Pedro Taques (PSDB). Zaque alega ainda que levou o assunto ao governador, que ficou constrangido, mas não fez nenhum comentário.

O promotor ainda afirmou que alertado o governador sobre a existência de um “escritório clandestino de espionagem” por meio de dois ofícios. O primeiro chegou a ser enviado para o Ministério Público Estadual (MPE), mas a investigação foi arquivada por falta de provas.

O segundo ofício, que o governador alega nunca ter recebido, foi protocolado na Casa Civil, mas cancelado no mesmo dia e substituído por outro, conforme apontou auditoria da Controladoria Geral do Estado.

 

 

 

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