RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (DEM) solicitou, na manhã desta quarta-feira (4), que a Justiça Eleitoral que seja adiado a realização da eleição suplementar ao Senado, marcada para o próximo dia 26 de abril, sob alegação de que o pleito terá alto custo para Mato Grosso, cerca de R$ 8 milhões, além do coronavírus – que pode ter a contaminação potencializada devido à aglomeração.
No pedido, o governador cita que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos) por caixa e abuso de poder econômico, em abril de 2019. Em dezembro do mesmo ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a execução imediata do julgamento e o afastamento da senadora e de seus suplentes, com a convocação de nova eleição.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Além disso, ele recorda da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que determinou que, caso a senadora seja afastado do cargo, o terceiro colocado na eleição de 2018 assuma o mandado interinamente, até a posse do eleito na eleição suplementar.
O governador ressalta que até o momento nenhuma das decisões foram cumpridas, “uma vez que a Senadora remanesce no exercício de suas funções sem data prevista para deixa-lo”.
Além disso, Mauro comenta que não é apenas a Justiça Federal tem custos para realização da eleição. Ele cita que se for considerar os dados da eleição e 2018, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) deverá gastar cerca de R$ 400 mil para custear ações de segurança, por isso, ele considerou ser mais “prudente e sensato” a realização da eleição suplementar junto com a municipal, em outubro.
“Não é demais relembrar que os cofres públicos estaduais, apesar de estarem em recuperação após diversas medidas austeras tomadas pelo Governo Estadual, continuam combalidos. Afinal, o Estado de Mato Grosso ainda tem despesas de pessoal em percentual superior ao limite fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como tem que suportar, mês a mês, grave déficit previdenciário, que será combatido por meio da adequação da legislação correlata, em curso”, destacou.
Para convencer o adiamento do pleito suplementar, o governador cita que a realização em abril vai à contramão de orientações preventivas de proliferação do Coronavírus.
“É que qualquer certame eleitoral, como revela a experiência democrática brasileira, envolve aglomerações de pessoas, que nas filas nas seções eleitorais, que nas suas imediações bem como dos locais de apuração parcial e total. Outrossim, uma mesma urna eletrônica é utilizada por diversos eleitores, bem como os mesários compartilhem documentos de diversas pessoas, situação que os exporia sobremaneira ao contágio dessa doença”, defendeu.
“Submeter milhares de eleitores a cenário tão arriscado apresenta-se como conduta imprudente, que pode até mesmo causar graves problemas à saúde pública estadual e até nacional”, concluiu.









Natalício Menezes 05/03/2020
Se a eleição de Senador for realizada juntamente com a de Prefeitos e Vereadores, além de não ter gastos desnecessários, evitaremos muitos transtornos.
Anta 04/03/2020
Dex de ser oreia.. a despesa é nossa. E outra.. quem assume é o fávaro nao Selma.
Teka Almeida 04/03/2020
As despesas da eleição suplementar é da Selma Caixa 2 Cassada Arruda, é lei as despesas é de quem provoca o DELITO/CRIME. Para o Mauro MENTE governo FAKE NEWS fazer essa consulta, podem apostar tem ALTOS INTERESSES. Logo será noticiado.
3 comentários