Karine Arruda/RepórterMT

Prefeito afirma que materiais enviados pelo Governo Federal fazem apologia de gênero.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
Após anunciar que pretende descarta livros enviados para a Educação Básica pelo Governo Federal, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que as mulheres deveriam se mobilizar em manifestações públicas contra o teor das cartilhas, como por exemplo do Ministério da Saúde, que usa o termo "pessoas que gestam" ao invés de "mães".
Abilio considera uma tentativa de apagamento da figura materna nas publicações oficiais da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações foram dadas nessa terça-feira (29) durante coletiva.
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Para ele, a utilização de termos genéricos em documentos públicos representa um ataque direto aos valores familiares. "A cartilha do Ministério da Saúde causa uma desinformação, a partir do momento que ele trata uma mãe como pessoa que gesta, sem a definição de maternidade. Eu acredito que isso é uma desinformação cruel com a mulher", declarou o prefeito, afirmando que manifestações contrárias deveriam partir da própria sociedade. "Eu acredito que as mulheres deveriam fazer uma manifestação de posicionamento contrário."
O chefe do Executivo argumentou que a substituição conceitual esvazia o sentido histórico e biológico da maternidade, fazendo ainda um paralelo político. Segundo ele, há uma contradição institucional entre a linguagem adotada nos manuais do governo petista e discursos públicos. "Quem gera um filho é a mãe. A cartilha vem com essa desconstrução da família e com desconstruções da maternidade, e nós não vamos aceitar isso", pontuou.
Abilio mencionou que a vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samanta Iris (PL), apresentou a proposição na Câmara Municipal de Cuiabá para barrar a validade e a distribuição de diretrizes do gênero no âmbito municipal. "A Samanta apresentou um projeto de lei aqui na Câmara Municipal, esse projeto foi aprovado, e nós recusamos a cartilha do Ministério da Saúde com base nesse projeto", lembrou.
Livros da Educação Básica
Na semana passada, o prefeito disse que os materiais didáticos enviados pelo Governo Federal passarão por uma análise antes de serem utilizados nas escolas municipais. Segundo ele, conteúdos considerados ideológicos com mensões a "pessoa que gesta", favorável ao aborto ou de cunho sexual, serão descartados e poderão ser substituídos por materiais produzidos pela própria Prefeitura.
“Nós estamos fazendo uma curadoria do material do Governo Federal”, declarou o prefeito. Abilio explicou que os conteúdos considerados adequados ao ensino das crianças continuarão sendo utilizados pela rede municipal.
O prefeito, porém, afirmou que a gestão adotará outra medida caso identifique posicionamentos ideológicos nos materiais. “Se vier algum material do Governo Federal que ofereça uma conduta ideológica ou um posicionamento ideológico, aí nós descartaremos e faremos o nosso próprio material”, disse.
Veja o vídeo:








