RepórterMT

"Tem que investigar sim, porque o dinheiro de Mato Grosso foi roubado", disse o governador Pedro Taques.
CAROL SANFORD
DA REPORTAGEM
O governador Pedro Taques (PSDB) disse à imprensa que ainda não tem conhecimento do teor das investigações sobre as fraudes do contrato das obras do VLT, que levaram à deflagração da Operação Descarrilho, efetuada pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (09), mas afirmou que irá manter suspenso o acordo de retomada das obras com o Consórcio VLT, até saber “que parte foi roubada”.
“Não sei o que está acontecendo e tem que investigar sim, porque o dinheiro de Mato Grosso foi roubado. Como eu sempre disse na campanha: nós vamos procurar terminar a obra do VLT, mas não vamos jogar o lixo para baixo do tapete e por isso estamos investigando”, declarou.
“Não sei o que está acontecendo e tem que investigar sim, porque o dinheiro de Mato Grosso foi roubado. Como eu sempre disse na campanha: nós vamos procurar terminar a obra do VLT, mas não vamos jogar o lixo para baixo do tapete e por isso estamos investigando”, declarou.
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À imprensa, Taques voltou a destacar que seu Governo agiu com cautela ao determinar auditorias e judicializar a retomada da obra, para não cair em irregularidades.
“Esse problema é da administração passada. Aliás nós passamos a maior parte do nosso tempo resolvendo problema da administração passada. (...) Imagina se eu tivesse dado início à obra do VLT sem trabalhar junto com o Ministério Público Federal. Nós que ajuizamos as ações. O acordo, a continuidade da obra. O melhor nós estamos tentando fazer. Tudo nós mostramos para o Ministério Público e Ministério Público Federal. Existe decisão judicial porque acreditamos nas instituições”, ressaltou.
"Imagina se eu tivesse dado início à obra do VLT sem trabalhar junto com o Ministério Público Federal. Nós nos que ajuizamos as ações. O acordo, a continuidade da obra".
O governador ainda pontuou que, diante da operação da PF, não pode informar qualquer previsão do Estado em retomar a obra.
O Estado publicou uma nota informando oficialmente sobre a medida, na qual destacou apoio à ação da Polícia Federal e lembrou que a obra, iniciada e paralisada na gestão passada, já consumiu mais de R$ 1 bilhão.
Na nota, o Governo afirma que dava seguimento ao acordo de continuidade da obra com o Consórcio VLT porque não tinha conhecimento sobre os crimes apurados pela operação deflagrada pela PF.
Confira a nota na íntegra
Sobre a Operação Descarrilho desencadeada nesta quarta-feira (09.08) pela Polícia Federal e Ministério Público Federal para apurar, segundo o noticiado pela imprensa, ilícitos relacionados ao contrato e a execução das obras do VLT Cuiabá – Várzea Grande, o Governo do Estado de Mato Grosso esclarece o que segue:
01) O Governo de Mato Grosso apoia integralmente todas as investigações que visem esclarecer as circunstâncias relacionadas a esta obra contratada, iniciada e paralisada pela administração passada, inclusive porque já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos contribuintes mato-grossenses;
02) A atual administração é coautora, juntamente com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, de ações judiciais, ainda em 2015 e 2016, pela suspensão do contrato com o Consórcio e por improbidade contra as partes envolvidas – no caso, ex-gestores da Secopa e o consórcio que assinaram o contrato. Além disso, o Governo do Estado já instaurou procedimentos administrativos-disciplinares contra todos os servidores públicos que dirigiram a Secopa durante a celebração do contrato com o Consórcio VLT;
03) A atual administração informa que não pagou nenhum valor ao Consórcio desde janeiro de 2015 por entender que as despesas alegadas eram controversas e necessitavam de checagem. Para isso, o Governo do Estado, como é de conhecimento público, determinou auditorias pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e contratou a empresa KPMG, que realizou outra auditoria independente sobre o contrato, cujos relatórios foram compartilhados com o MPE, MPF, Justiça Federal e sociedade;
04) À luz destas auditorias, e sem o conhecimento dos fatos que vieram à tona apenas nesta data, o Governo do Estado iniciou este ano um diálogo com o Consórcio para a retomada da obra – frise-se, que já custou mais de R$ 1 bilhão ao povo de Mato Grosso – exigindo o esclarecimento de todos os pontos controversos, e sempre com a participação dos ministérios públicos, do judiciário e da sociedade, com a máxima transparência, inclusive incluindo cláusulas de compliance na proposta apresentada para a retomada das obras. Retomada esta que só acontecerá mediante anuência dos ministérios públicos e judiciário, desde que preservada moralidade e o interesse público;
05) Diante do exposto, acatando posicionamento da Secretaria de Cidades (Secid), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Controladoria Geral do Estado (CGE), o governador Pedro Taques determinou a suspensão do diálogo para a retomada da obra com o Consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande, até que se esclareça em definitivo o objeto desta nova operação, sempre no melhor interesse do povo de Mato Grosso.
Cuiabá-MT, 09 de agosto de 2017.
GCOM – Secretaria do Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso














