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O Governo do Estado apontou para a frustração de receita em 9% como um dos motivos para o corte de gastos.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) assina nos próximos dias dois decretos com corte de despesas e renegociação de débitos com fornecedores, cujo objetivo é melhorar o fluxo de caixa do Estado.
“Nós editaremos dois decretos que nos permitirão economizar mais dinheiro e esses recursos que sobrarem serão utilizados para que possamos fazer frente às despesas do Estado. É fato que as receitas do Estado têm apresentado uma frustração ao que era previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017 e esses decretos nos ajudarão a ter uma rigidez financeira muito maior”, disse Taques, durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (3), no Palácio Paiaguás.
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O procurador-geral do Estado, Rogério Gallo, detalhou o conteúdo dos decretos. O primeiro tratará de todos os contratos administrativos, estabelecendo medidas e condições para a repactuação dos débitos.
“O Estado está passando por dificuldades também para honrar os compromissos com fornecedores, mas não podemos deixar que paralisem as atividades, prejudicando o serviço público. Assim, vamos chamar os contratados para buscar novas condições de prazo e valores, garantindo a eles que os pagamentos serão realizados”, explicou Gallo.
O decreto também deverá abranger a concessão de descontos e prazos para dívidas que as empresas possuírem com o Estado.
O segundo decreto a ser editado pelo Executivo traz como medida a economia diante do custeio e pessoal. Despesas com diárias e aumento de pessoal ficam proibidas.
“Esse segundo decreto é dirigido para toda a estrutura do poder Executivo para que não encaminhe qualquer projeto de lei que crie cargos públicos ou que aumente salários e despesas com pessoal. Também impõe limites para despesas de custeio, com energia elétrica, água e telefonia em todas as secretarias”, informou o procurador.
Segundo ele, os cortes são necessários para que o Governo feche o ano fiscal sem desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou para o limite de gastos com a folha de pagamento.
“O Estado gasta mais de 95% do limite de 49% que pode ser gasto com pessoal. Este decreto é uma imposição da Lei de Responsabilidade Fiscal, controlando gastos com pessoal e novos aumentos. Esses dois decretos trarão uma austeridade no gasto público, que já vinha sendo feito”, pontuou Gallo.
O secretário de Fazenda, Gustavo Oliveira, disse que o Estado ainda está realizando os cálculos de quanto será possível economizar, por secretaria, com os decretos. Ele apontou que o motivo para a necessidade do corte gastos é, principalmente, a frustração na arrecadação dos últimos meses.
“Até o dia 31 de outubro, a receita total do Estado, em relação ao que estava previsto em orçamento, frustrou-se em R$ 1,7 bilhão. Isso representa uma queda de 9% do que era estimado, mesmo com crescimento das receitas próprias, e prejudica o pagamento de folha, dos poderes e investimentos”, afirmou Gustavo.















Analista 03/11/2017
Como a agricultura não contribui sobra para o comércio, pecuária (que subiu de 5 por cento pra 7 por cento de tributação no boi), a indústria e os servidores (que já contribuírem com 27,5 por cento de imposto de renda, fora outros encargos) manterem o custeio com a deterioração da malha viária, pontes e infraestrutura provocados pela agricultura.
Dr Davi 03/11/2017
O governador devia pedir renúncia, não tem condições de administrar nosso rico Estado.
2 comentários