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05 de Agosto de 2017, 11h:38 - A | A

PODERES / PRISÃO DE PAULO TAQUES

Governador diz que não pode fazer nada e 'se pudesse não faria'

Pedro Taques destacou que a prisão do ex-secretário da Casa Civil não representa condenação, mas frisou que não pode fazer nada pelo caso, que cabe ao poder independente do Judiciário.

RepórterMT

Declarações de Pedro Taques ocorreram neste sábado em Barra do Garças.

Declarações de Pedro Taques ocorreram neste sábado em Barra do Garças.

CAMILA PAULINO
DA REPORTAGEM



O governador Pedro taques (PSDB) afirmou, em evento da Caravana da Transformação, em Barra do Garças, neste sábado (5), que a prisão do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, não afeta sua gestão à frente do Governo do Estado.

"Ele não é condenado, não é nem denunciado ainda. A lei serve para todos. O Poder Judiciário é independente. Nós não podemos fazer absolutamente nada e nem se eu pudesse eu faria".

Paulo Taques foi preso na sexta-feira (4), por determinação do desembargador Orlando Perri, que apontou ligação direta do ex-secretário com o esquema de escutas telefônicas clandestinas, operado pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, em Mato Grosso.

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À imprensa, o governador destacou que prisão não representa condenação, mas frisou que a avaliação do caso não cabe a ele, e sim ao Judiciário.

“Em absoluto. A quem é preso, ele não é condenado, não é nem denunciado ainda. A lei serve para todos. O Poder Judiciário é independente. Nós não podemos fazer absolutamente nada e nem se eu pudesse eu faria. Cabe ao Poder Judiciário cumprir o seu papel “, declarou o governador.

Em sua decisão o desembargador Orlando Perri aponta que Paulo Taques teria apresentado números de telefones para serem grampeados pela Polícia Civil, que seriam referentes às linhas de sua ex-amante Tatiane Sangalli, sua ex-secretária, Caroline Mariano, que seriam suspeitas de participarem de um plano do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro para atentar contra a vida e a honra do governador, o que não ficou comprovado. As interceptações foram feitas de forma ilícita.

O desembargador também aponta ligação do ex-secretário com as escutas clandestinas operadas pela Polícia Militar, que alem de Tatiane Sangalli, tiveram como alvos políticos, jornalistas, advogados e agentes públicos.

Na decisão, o desembargador afirmou que até o momento não há nada que indique qualquer participação do governador nas ações ilegais.

Sobre o caso, o governador Pedro Taques ressaltou que não permitirá ilicitudes em sua gestão e deve conceder entrevista sobre isso na próxima semana.

 

“Não permitiremos arbitrariedade e ilegalidades. Não permitiremos isso. Falaremos na segunda-feira sobre isso”, concluiu.

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Luciano 06/08/2017

O bando de covardes do ministério público de mato grosso já estão fazendo á a sua parte

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Denise 05/08/2017

cuidado governador...tudo indica que seu primo vai abrir a boca e se isso acontecer, vão descobrir o verdadeiro mandante! Sua batata tá assando!!! Governinho de merda!

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2 comentários