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Conforme o programa Fantástico, da Rede Globo, a investigação agora é para saber quando começou e se ainda existem gravações clandestinas ocorrendo no Estado.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
A fraude no protocolo da denúncia registrada pelo promotor de Justiça, Mauro Zaque, das escutas clandestinas operadas pela Polícia Militar de Mato Grosso, e as prisões de oficiais da PM, em decorrência das investigações dos “grampos”, foram destaque do programa Fantástico, da Rede Globo, no domingo (24). Os "grampos" já tinham sido divulgados nacionalmente, em maio.
O programa mostrou que auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) identificou fraude nos dados do sistema de protocolo do Palácio Paiaguás, que resultou na supressão de um ofício protocolado pelo então secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, em outubro de 2015, que relatava a existência do esquema de escutas ilegais, chamado “barriga de aluguel”.
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Conforme a auditoria, a alteração fez com que a denúncia protocolada por Zaque fosse suprimida, surgindo em seu lugar outro documento sem qualquer relação com o caso.
“Havia interesse, sim, em fazer com que aquele documento que encaminhei desaparecesse, que não tivesse qualquer prova de que eu havia encaminhado aquela documentação”, disse Zaque, ao programa.
Segundo o secretário de Comunicação do Estado, Kleber Lima, a fraude não partiu do Governo e o Executivo tem todo o interesse em resolver a questão.
“O governador Pedro Taques [PSDB] já afirmou que não pediu, nem mandou que ninguém ‘grampeasse’ pessoas. Foi ele quem determinou que a investigação fosse aberta, encaminhando documentos ao Ministério Público do Estado (MPE), além de apurar como essa fraude no protocolo ocorreu”, afirmou Lima.
A investigação, que já apurou a existência de interceptações telefônicas clandestinas, contra políticos, empresários, advogados, magistrados, jornalistas e agentes públicos, levou policiais militares à prisão.
Estão presos, desde o dia 23 de maio, o ex-comandante-geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa, e o cabo Gerson Luiz Ferreira, e desde 23 de junho, o secretário afastado da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, e o adjunto, coronel Ronelson Barros.
Zaqueu é acusado de ser o mandante das escutas, que tiveram início em outubro de 2014, até agosto de 2015. Em denúncia encaminhada à Justiça, o MPE apontou que os “grampos” da PM podem ter influenciado nas eleições de 2014, por terem interceptado números de advogados que atuaram em campanhas eleitorais.
Conforme o Fantástico, a investigação agora é para saber quando começou e se ainda existem gravações clandestinas ocorrendo no Estado.
Confira a reportagem do Fantástico AQUI.














