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21 de Agosto de 2017, 11h:47 - A | A

PODERES / CRIMES DIRETO DA CADEIA

'Foi uma ação do Poder Executivo, nós que desbaratamos essa quadrilha', diz Taques

Neste domingo (20), o programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou uma quadrilha de roubo de carros liderada por detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), responsável por crimes de roubo de, no mínimo, 560 veículos em Cuiabá e Várzea Grande.

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O governador Pedro Taques pontuou que a repercussão em mídia nacional não atinge o Governo de forma negativa.

O governador Pedro Taques pontuou que a repercussão em mídia nacional não atinge o Governo de forma negativa.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) não considerou como negativa a repercussão de que presos de segurança máxima utilizavam internet e comandavam crimes de dentro de presídios do Estado, uma vez que as informações vieram à tona após operação Ares Vermelho, desencadeada pela Polícia Civil, na semana passada.

“Foi uma ação do Poder Executivo, nós que desbaratamos essa quadrilha. Foi um trabalho da Polícia Judiciária de Mato Grosso, junto com a Inteligência da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos”, afirmou Taques, nesta segunda-feira (21).

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Ele ainda pontuou que outras ações de inteligência estão sendo preparadas para coibir novos crimes, inclusive acesso de presos à internet dentro dos presídios.

“Já está em andamento, mas ação de inteligência não posso revelar”, comentou o governador.

“Foi uma ação do Poder Executivo, nós que desbaratamos essa quadrilha. Foi um trabalho da Polícia Judiciária de Mato Grosso, junto com a Inteligência da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos”, afirmou Taques.

Neste domingo (20), o programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou uma quadrilha de roubo de carros liderada por detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), responsável por crimes de roubo de, no mínimo, 560 veículos em Cuiabá e Várzea Grande, só em 2017. Conforme o divulgou, os crimes geraram lucro para o crime de cerca de R$ 1,2 milhão.

O grupo criminoso era liderado pelos presos Luciano Mariano da Silva, conhecido por “Martelo ou Marreta”, Robson José Ferreira de Araújo, “Carcaça” (que também usa nome de Marcelo Barbosa do Nascimento), Edmar Ormeneze, “Mazinho”, e Wagner da Silva Moura, “Belo”, todos presos na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, e integrantes de uma facção criminosa.

A facção criminosa da qual Marreta é apontado como um dos líderes, seria responsável por ordenar ao menos 60% dos roubos de veículos em Cuiabá e Várzea e foi desarticulada durante a Operação Ares Vermelho, deflagrada pela Polícia Civil. Ele ainda exibia em sua página do Facebook diversas fotos feitas dentro da Penitenciária.

Nas fotos, que deixam nítida a falha de controle que permitiu o preso ter acesso a celular na unidade prisional, Luciano faz caras e bocas e parece se orgulhar de estar no presídio que é considerado de segurança máxima. Entre as diversas poses do criminoso, vestindo uniforme da prisão, ele exibe até mesmo fotos das celas.

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