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Giovani Guizardi teria recebido R$ 125 mil em propina, entre 23 de setembro a 11 de novembro de 2015, das mãos de Ricardo Sguarezi.
CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Além de ter confessado pagar R$ 96,9 mil ao ex-servidor da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) Fábio Frigeri, o empresário Ricardo Sguarezi, dono da Aroeira e da Relumat Construções, contou que também pagou propina no valor de R$ 125 mil ao operador do esquema na pasta, o empresário Giovani Guizardi.
A declaração foi feita ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na última quinta-feira (26).
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Guizardi é dono da Dínamo Construtora e da Guizardi Júnior Engenharia e passou de réu a delator na ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal.
Em seu depoimento, Sguarezi esclareceu que no início do esquema, em 2015, Fábio Frigeri pediu que ele fizesse os pagamentos de propina diretamente a Giovani Guizardi, mas o empreiteiro preferiu fazer os pagamentos a Frigeri porque não confiava em Giovani.
Segundo o empreiteiro, ele vinha recebendo medições atrasadas da Aroeira Construções desde 2014 e, por isso, aceitou pagar a vantagem indevida. No entanto, em seu termo de declaração consta que no segundo semestre de 2015, ele ainda não havia recebido qualquer valor referente à medições da Relumat, do período de outubro a dezembro de 2014 e outras de 2015.
Por conta disso, Ricardo Sguarezi afirma que conversou novamente com Fábio Frigeri sobre esses valores, ocasião em que Fábio pediu para que ele fosse conversar com Giovani Guizardi, “caso contrário não receberia nenhum valor”.
“Então foi falar com Giovani na sede da empresa Dínamo, sendo que nessa ocasião, o próprio Giovani mostrou ao declarante uma tabela com todos os valores que a empresa Relumat e outras empresas que prestavam serviços à Seduc tinham a receber”, destaca o termo de declarações de Sguarezi.
Nesse momento, Giovani teria dito a Ricardo que caso tivesse interesse em receber teria que pagar cerca de R$ 100 mil em propina, o que representava 50% do que a Relumat tinha pendente junto ao Estado. Mas o empreiteiro argumentou que não teria condições e pagar tamanha quantia e, ao final, ambos concordaram com o valor de R$ 30 mil em vantagem indevida.
A partir desse acordo, a empresa Relumat passou a receber os seguintes valores que estavam atrasados e que somaram R$ 1.339.552,40. Esse montante foi pago em três parcelas diferentes, sendo que a cada uma delas, uma parte era entregue por Ricardo a Giovani, na sede da empresa deste.
No total, Giovani Guizardi teria recebido R$ 125 mil em propina, entre 23 de setembro a 11 de novembro de 2015. “Os valores pagos à Giovani eram sempre em espécie e realizados no interior da empresa Dínamo, conforme exigido por Giovani”, diz trecho do depoimento.
De acordo com o Gaeco, o recebimento dos valores e os pagamentos das vantagens indevidas constam no Processo de Investigação Criminal (PIC) 007/2015/Gaeco.
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