FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
Três inquéritos referentes à Operação Rêmora foram abertos pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com agenda para novos interrogatórios dos réus arrolados na ação, que tem Giovani Guizardi e o empresário Alan Malouf como delator e líder do esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
“Abrimos mais dois PIC´s complementares (Processo de Investigação Criminal) da gestão atual e outro da gestão passada. Tem também um no Tribunal de Justiça”, disse o coordenador do Gaeco, promotor Marco Aurélio de Castro ao
.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
"Abrimos mais dois PIC´s complementares (Processo de Investigação Criminal) da gestão atual e outro da gestão passada. Tem também um no Tribunal de Justiça”, disse o coordenador do Gaeco, promotor Marco Aurélio de Castro
Nesta quinta-feira (26), foi ouvido o empresário Ricardo Sguarezzi. A imprensa não pode acompanhar o depoimento que ocorreu às portas fechadas com os promotores do Gaeco. Ele é dono da empresa Aroeira Construções Ltda., e também acusado de fazer parte do grupo que fraudava as licitações.
No final da oitiva, o empresário saiu pela porta dos fundos do prédio e evitou falar com a imprensa, que o aguardava para solicitar esclarecimentos de alguns pontos do processo.
No entanto, os depoimentos continuam nesta sexta-feira (27) com um dos principais líderes da negociata que poderia ter movimentado até R$ 56 milhões da pasta se todo os contratos fossem executados, ex-chefe da Seduc Permínio Pinto, vai ser quem vai enfrentar a oitiva conduzida pelo promotor Marco Aurélio.
Na próxima segunda-feira (30), o Gaeco receberá Giovanni Belatto Guizardi. Ele foi um dos colaboradores premiados que ajudou a Justiça a desbaratar o grupo criminoso. O depoimento dele está previsto para as 14h e às 16h do mesmo dia será a vez de Fábio Frigeri.
Já no dia 1º de fevereiro, segundo o promotor, o empresário Alan Malouf será quem vai prestar esclarecimentos à Justiça. Ele deve realizar sua oitiva às 14h, na presença de vários promotores de Justiça. Às 16h, da mesma data, o ex-servidor estadual Wander Luiz dos Reis será ouvido.
Recurso
Marco Aurélio recorreu da decisão que revogou a prisão do empresário dono do Buffet Leila Malouf. O despacho foi feito pela juíza plantonista Maria Rosi Meira Borba, do Fórum de Cuiabá, no dia 24 de dezembro do ano passado. Ele havia sido preso por determinação da juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal.
O chefe do Gaeco argumentou que o recurso sobre a revogação não pretende fazer juízo da conduta funcional ou a postura ética da magistrada plantonista Maria Borba. Segundo ele, “as justificativas apresentadas no recurso do MPE limitam-se ao âmbito jurídico”.
O promotor salientou que a defesa do réu utilizou falsos argumentos como premissa, o que pode ter levado a magistrada a ser induzida ao erro a deferir medida cautelar diversa da prisão em regime fechado.
"O Poder Judiciário deste Estado tem dado exemplo de combatividade à corrupção em inúmeros casos que chegaram ao conhecimento dos magistrados estaduais. O recurso impetrado (assim como outros inúmeros que já foram protocolados por este Grupo Especializado) faz parte do debate democrático de teses jurídicas que são enfrentadas no cotidiano dos processos criminais", destaca.














