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O secretário de Saúde, Luiz Soares, foi acusado de "insubordinação" pelos deputados estaduais.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
Os deputados estaduais fizeram duras críticas ao secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, durante a sessão da Assembleia Legislativa, desta quinta-feira (9). Os parlamentares, tanto de oposição, quanto aliados ao Governo Pedro Taques (PSDB) chegaram a pedir na tribuna, a demissão do gestor.
A principal crítica dirigida a Luiz Soares foi a de descumprimento de ordens, inclusive do governador.
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Soares é acusado pelos parlamenrtares de “insubordinação” porque não teria feito os repasses financeiros para atender determinados municípios do interior, conforme ordenou o governador na quarta-feira (8).
Taques, que está em missão internacional na China, determinou ao governador em exercício, Carlos Fávaro (PSD) que fizesse o repasse de R$ 50 milhões a unidades de saúde que suspenderam o atendimento a pacientes do SUS por atrasos nos pagamentos.
Diante da situação, os deputados marcaram uma reunião com o secretário da Casa Civil, Max Russi na qual podem pedir a demissão de Soares.
As críticas contra Soares foram feitas, inclusive por deputados aliados, como o líder do Governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco (DEM).
“O governador deu ordem que o secretário Luiz Soares, se achando endeusado, não está cumprindo”, declarou o democrata.
O deputado Adriano Silva (PSB) ainda pontuou que o secretário, muitas vezes, se recusa a receber os parlamentares e ouvir as demandas dos municípios.
“Essa Casa precisa ter uma postura séria. Não podemos aceitar o tratamento que o secretário está dando ao povo de Mato Grosso. Sou da base, mas não posso ser omisso”, declarou.
Luiz Soares é o quarto secretário de Saúde da gestão Taques. Ele assumiu o comando da Secretaria em março de 2017.
Outro lado
O secretário de Estado de Comunicação, Kleber Lima, disse que o secretário de Saúde tem a confiança do governador Pedro Taques e negou que haja qualquer insubordinação por parte do gestor.
Segundo ele, os repasses às unidades de saúde são feitos quando há disponibilidade financeira e orçamentária e apenas quando há desconformidade documental ou irregularidades é que os pagamentos não são feitos.














