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Oscar Bezerra usou a tribuna para dizer operação da PF confirma o que CPI da Copa já tinha mostrado.
CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO
O deputado Oscar Bezerra (PSB), que foi o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa, usou a tribuna, nesta quarta-feira (9), para dizer que a Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal veio confirmar o que a investigação parlamentar já havia apontado quanto às irregularidades encontradas no contrato do Consórcio VLT para as obras do modal.
Oscar Bezerra citou que o governador Pedro Taques (PSDB) foi "abençoado" em não fechar o acordo de continuidade das obras, pois o mesmo poderia fazer parte hoje da operação e sugeriu que o Estado abra mão de tocar a obra e repasse a responsabilidade para a iniciativa privada.
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“Então, fica aqui um o alerta ao Palácio: vamos acabar de vez com essa negociação de dar continuidade ao VLT com este Consórcio e vamos fazer uma PPP. Porque o Estado não tem condições financeiras de bancar estas obras, as prioridades são outras”, disse o deputado.
CPI
O relatório final da CPI das Obras da Copa apontou sobrepreço de cerca de R$ 300 milhões referentes ao VLT.
Aos jornalistas ele confirmou que a Assembleia mandou cópia do relatório final da CPI para a Polícia Federal apontando sobrepreço nas obras.
O deputado lembrou que a CPI investigou por mais de um ano as ações das obras voltadas à Copa do Mundo, incluindo o VLT. No total, o sobrepreço registrado foi de R$ 500 milhões.
A operação
A Polícia Federal deflagrou a Operação Descarrilho, em Cuiabá, na manhã desta quarta-feira (9), para apurar fraudes nas obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e um em Várzea Grande. Também foi alvo de condução coercitiva o ex-secretário da Copa, Maurício Guimarães, que prestou depoimento na Superintendência da PF.
As investigações são do Ministério Público Federal (MPF).
A ação apura os crimes de fraude em procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal VLT e sua execução na Capital de Mato Grosso.
Ao todo foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Mato Grosso, e outros em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Além da condução coercitiva do ex-secretário da Copa do Mundo, Maurício Guimarães.
O Ministério Público Federal (MPF/MT) obteve decisão judicial favorável ao levantamento do sigilo das peças processuais relacionadas à Operação.
Entre as empresas alvo dos mandados de busca e apreensão está o Consórcio VLT Cuiabá, responsável pela execução da obra do modal de transporte.
O governador Pedro Taques decidiu suspender as negociações com o consórcio. A suspensão das negociações será informada ao juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca, da 1ª Vara de Mato Grosso, pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).















Ariane 09/08/2017
Com o nível de rejeição deste governador falta-lhe legitimamente para qualquer decisão que afete o próximo governo, que certamente não será ele.
Davi 09/08/2017
O objetivo do governador Pedro Taques era concluir o VLT (com a mesma empresa acusada de desvios no governo anterior) e, certamente com isso conseguir financiamento de campanha. Entretanto, essa empresa está novamente no foco de uma investigação da polícia federal e sem nova licitação essa obra não sai (o que sabiamente o MPF e o MPE viam orientando há tempos). E espero ainda que os administradores da empresa façam um acordo de delação premiada, inclusive sobre o "acordo" para a retomada da obra no governo Taques. Privatizar obras e serviços depois que o estado investiu um bilhão é abrir espaço para mais negociatas. Se Taques pretendia fazer a obra deveria ter feito no início do mandato e não agora deixando uma dívida para o próximo ou uma herança maldita.
2 comentários