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16 de Outubro de 2017, 19h:15 - A | A

PODERES / PRISÃO DE EX-SECRETÁRIO

Defesa diz que faltam provas e que Perri confiou cegamente em tenente-coronel

O ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, foi preso no último 27 de setembro sob acusação de obstrução à Justiça e de liderar um suposto grupo criminoso que comandava o esquema de grampos em Mato Grosso.

RepórterMT

Paulo Taques está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC).

Paulo Taques está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC).

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Os advogados do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, acusaram o desembargador Orlando Perri – do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) – de confiar “cegamente” no depoimento do tenente-coronel José Henrique Soares, para decretar a prisão de seu cliente e demais investigados no suposto esquema de interceptações telefônicas clandestinas no Estado.

Os argumentos constam no pedido de liberdade do ex-secretário, impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF), que está concluso para decisão do ministro Luís Alberto Barroso com o objetivo de derrubar uma liminar do ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do último dia 6, que manteve a prisão afirmando que o ex-secretário é um dos maiores beneficiários do esquema.

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Taques está preso desde o último 27 de setembro no Centro de Custódia da Capital (CCC), por força da Operação Esdras, da Polícia Civil, sob acusação de obstrução à Justiça e de liderar um suposto grupo criminoso que comandava um esquema de arapongagem no âmbito das Policias Civil e Militar.

A defesa de Paulo Taques - composta por Cláudio Alencar, Pedro Pertence e Maria Lima também - argumenta que Perri usou somente o depoimento do militar José Henrique Soares, sendo que sequer ouviu opinião do Ministério Público Estadual (MPE).

Para a defesa, mesmo o fatos denunciados pelo tenente coronel sendo considerado “gravíssimo”, inclusive contra membros do MPE, o fato é isolado e, por isso, não justifica a prisão de Paulo Taques.

Os advogados apontam, ainda, que o magistrado citou “sérios e fundados indícios” de que o ex-chefe da Casa Civil era o líder financiador da organização criminosa, no entanto, não apresentou provas, o que também não justificaria a prisão.

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