MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, afirmou que o pedido de suspensão de liminar para garantir a nomeação e posse do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) no cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) não é para defender o parlamentar, mas sim a prerrogativa dos deputados de escolherem seu indicado.
Segundo o parlamentar, a liminar judicial do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular de Cuiabá, que barrou Maluf desrespeitou os trabalhos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia que aprovou a documentação do deputado e deu legalidade ao rito de escolha do indicado para vaga do TCE.
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"A grande maioria dos deputados entende que Assembleia tem que fazer a defesa desse rito e dessa prerrogativa da Casa. Tem que deixar bem claro isso. A Assembleia não está defendendo o deputado Guilherme Maluf, longe disso, muito pelo contrário. Está defendendo a sua prerrogativa de indicar a vaga para conselheiro", enfatizou o parlamentar na manhã desta terça-feira (26) ao
.
“Eu participei do processo e entendo que, por ser a primeira vez, temos que aperfeiçoar a discussão no projeto de lei. Temos que melhorar o processo a partir desse. Como foi o primeiro, talvez não tenha sido o rito perfeito, mas foi cumprido à risca”, acrescentou.
Ressaltou ainda que a partir do momento que a decisão ofendeu os trabalhos institucionais da Casa houve a necessidade de intervenção da Procuradoria-Geral da Assembleia, que na segunda-feira (25) entrou com o pedido de suspensão para tentar derrubar a liminar judicial que impede Maluf de assumir a vaga no TCE. A ação é analisada pelo desembargador do Tribunal de Justiça Mato Grosso (TJMT), Carlos Alberto Alves da Rocha.
O procurador da Assembleia Grhegory Maia também lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já determinou o retorno de vários indicados de conselheiros de outros Estados, em processos judiciais semelhantes ao de Mato Grosso. Ele acrescentou que em caso de derrota no TJ, a Assembleia pretende entrar com recursos nas instâncias superiores para garantir que Maluf ocupe a vaga de conselheiro que foi deixada em 2014 pelo ex-deputado Humberto Bosaipo, acusado por uma série de crimes contra o erário público, entre eles peculato e lavagem de dinheiro.
“Tal como orientaremos a Mesa Diretora, nesse primeiro momento, também temos recursos para levar o caso até o STF, para tentar manter as decisões já proferidas pela Corte em 2012 e 2016”, enfatizou Maia.
Judicialização
A Procuradoria entrou na segunda-feira (25) com o pedido no TJMT com o objetivo de suspender a liminar que barrou a nomeação e posse de Maluf no TCE.
No entanto, horas depois, o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, mandou que a Procuradoria retirasse o pedido, alegando que não houve o aval dos deputados para isso.
Maluf barrado
A ação que suspendeu a posse de Maluf no cargo, após indicação dos deputados, foi ingressada pelo Ministério Público Estadual (MPE), na sexta (22), e deferida no mesmo dia pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques.
No pedido, os promotores Andrey Elite e Clovis de Almeida Júnior destacaram que Maluf é réu na Operação Rêmora, que investiga desvios de dinheiro em contratos de até R$ 56 milhões da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Informaram à Justiça que a denúncia é grave e foi recebida por unanimidade pela 2ª instância, “o que demonstra que existem fortes indícios de autoria em face do indicado, além de prova da materialidade delitiva”.
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Carlos Nunes 26/02/2019
Ih! Tio Maluf é médico...se fosse pra administrar um Hospital ou alguma área da Saúde, seria o melhor candidato...agora pro TCE não dá. Pro TCE o cara tem que entender a beça de Finanças Públicas, Contabilidade Pública, Economia, etc. Faz uma prova escrita e outra oral com tio Maluf sobre o TCE, se passar na prova a vaga é dele. Se não passar, não dá pra ocupar o cargo de Conselheiro do TCE...pois não entende bulhufas do negócio. Isso é mais importante do que RITO da Assembleia. Ou não?
1 comentários