RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) disse na manhã desta sexta-feira (21), que decidirá, até o fim do dia, sobre o futuro do secretário afastado da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, preso desde o dia 23 junho por suposta participação no esquema de interceptações telefônicas clandestinas, montado no Núcleo de Inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso.
Lesco foi afastado do cargo, logo após ser preso. À época o governador afirmou que optou apenas pelo afastamento provisório do secretário com o objetivo de aguardar que as investigações esclareçam a participação do coronel no esquema. Porém, na segunda-feira (17), o Ministério Público Estadual (MP) denunciou Lesco ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, responsável pela apuração do caso.
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“Eu já prendi um promotor de Justiça que foi denunciado e depois absolvido. Eu não posso pré-julgar antes da condenação”, destacou o tucano.
No entanto, o governador destacou que após a denúncia do MP irá fazer uma nova avaliação sobre a permanência do coronel no seu secretariado.
“Eu fiquei sabendo da denúncia ontem e nós vamos tomar essa decisão hoje”, resumiu Taques.
Evandro Lesco foi denunciado juntamente com secretário-adjunto afastado da pasta, tenente-coronel Ronelson Barros, o ex-comandante-geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa - ainda presos -, além do coronel Januário Batista e o cabo Gerson Correa Junior.
Todos são acusados de participação em uma rede de interceptações telefônicas ilegais contra advogados, jornalistas, empresários e políticos. A denúncia foi feita pelo promotor de Justiça Mauro Zaque à Procuradoria Geral da República.















