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12 de Dezembro de 2018, 17h:46 - A | A

PODERES / PRODUTORES DE ALGODÃO

Ampa pede a Mauro para dialogar com setor antes de aumentar impostos

RepórterMT/Reprodução

Alexandre Pedro Schenkel, presidente da Ampa, afirmou que medida pode ter impacto negativo na economia.

Alexandre Pedro Schenkel, presidente da Ampa, afirmou que medida pode ter impacto negativo na economia.

DA REDAÇÃO



A Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) se posicionou contra a possibilidade de aumentar a contribuição do setor para os Fundos Estaduais de Tranporte e Habitação (Fethab) 1 e 2. A proposta mudança na alíquota do setor foi ventilada pelo governador eleito Mauro Mendes (DEM) à imprensa na terça-feira (12).

A proposta de Mauro é que sejam unificados os dois Fethab e haja mudança nos impostos que hoje são pagos sobre a produção de algodão, milho, soja e óleo diesel – ele citou nominalmente apenas o setor algodoeiro. O governador eleito quer aumentar a arrecadação do Fethab dos atuais R$ 450 milhões para cerca de R$ 750 milhões. A ideia é que esta arrecadação seja feita ao mesmo tempo em que o Governo do Estado corta gastos para cobrir um rombo previsto de R$ 1,5 bilhão para o próximo ano.

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Em nota assinada pelo presidente da Ampa, Alexandre Pedro Schenkel, o setor afirma que o aumento de impostos poderia trazer “retração da economia, impactando as demais arrecadações e onerando a sociedade”.

Schenkel diz que é preciso que haja diálogo sobre qualquer mudança na taxação do setor algodoeiro e se dispôs a discutir os números do setor com Mauro Mendes.

Veja a nota da Ampa:

Em relação às declarações do governador eleito, Mauro Mendes (DEM), sobre possível aumento dos impostos pagos pelos produtores de algodão, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) esclarece que o setor teve conhecimento das informações pela imprensa e que ainda não foi formalmente convocada para uma discussão sobre o tema.

A Ampa reitera publicamente que está à disposição da equipe de transição do novo Governo, bem como do próprio governador eleito, para apresentar os números do setor, o volume de contribuição já existente e os riscos no aumento da carga tributária que poderá gerar uma retração da economia, impactando as demais arrecadações e onerando a sociedade.

Esperamos que as decisões não sejam tomadas de forma unilateral, sem diálogo e, principalmente, sem um conhecimento completo do funcionamento deste setor fundamental para a economia de Mato Grosso, que paga impostos, arrecada ICMS e ainda contribui atualmente com dois fundos (Fethab 1 e 2). Qualquer ação imprudente poderá gerar enormes prejuízos ao Estado.

Os produtores de algodão não deixarão de cumprir com suas obrigações de pagar seus impostos e contribuir com o aumento de emprego e renda, mas defendemos que a atuação do Governo do Estado seja igualitária, fazendo a sua parte com a diminuição da máquina pública, pois desta forma terá o apoio de todos que contribuem para o desenvolvimento.

Alexandre Pedro Schenkel

Presidente da Ampa

 

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