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12 de Dezembro de 2016, 15h:25 - A | A

JUDICIÁRIO / ESTUPRO DA ENTEADA

Juiz nega pedido de liberdade e vereador pode passar Natal na cadeia

Segundo o advogado Hélio Passadore, o magistrado decidiu por manter o vereador preso até o fim dos depoimentos das testemunhas

RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO



O vereador Chico 2000 (PR), preso desde o dia 6 de dezembro, sob a acusação de estupro contra a enteada de 11 anos, teve o pedido de revogação da prisão negado pelo juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, Jurandir Florêncio de Castilho Júnior.

A previsão é de que o parlamentar deve passar o Natal preso no Centro de Custódia da Capital (CCC). Ele também fica fora da diplomação como vereador eleito de Cuiabá. 

Segundo o advogado Hélio Passadore, que faz a defesa de Chico 2000, a decisão do magistrado foi tomada na noite de sexta-feira (9), mas ainda não foi publicada no Diário Oficial da Justiça.

O juiz vai aguardar o depoimento de todas as testemunhas do caso à Polícia Civil, para então dar o daspcho final. Por enquanto, o vereador permanece preso.

No pedido de revogação da prisão, enviado ao Ministério Público do Estado na última sexta (9), Passadore argumentou que a prisão temporária (de 30 dias), solicitada pelo delegado Eduardo Botelho, titular da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), não teve fundamento.

“Não existem outras vítimas, nem ameaça a testemunhas. Chico 2000 é um ‘cara’ tranquilo, que jamais ameaçaria alguém”, disse o advogado.

Para Passadore, o pedido de prisão parece mais "uma cópia" de outros casos que também foram investigados pela delegacia.

“A prisão está embasada, apenas, na mente do delegado. Se você pegar todos os pedidos de prisão preventiva e temporária dele, os fundamentos são os mesmos. Parece que copia e cola”, ironizou.

Com a negativa do juiz, o advogado vai analisar, com a família do vereador, se entra ou não com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado.

“Estou aguardando para decidirmos se entramos com HC, ou se vamos esperar as oitivas das testemunhas”, afirmou.

Relembre o caso

Segundo a denúncia, o suposto abuso teria ocorrido no dia 11 de novembro, durante a festa de aniversário da mãe da menina, realizada na casa do vereador.

A menina contou que, enquanto descansava em um dos quartos da casa, o vereador foi até lá para saber o que acontecia. 

Ela disse que Chico 2000 pediu para que ela sentasse em seu colo. A menor relatou que teria atendido ao pedido e, enquanto conversava, o parlamentar passava a mão em seus seios e barriga.

Ela então teria saído do colo do vereador e ido para outro quarto. No entanto, afirmou que o acusado a seguiu e pediu para que ela sentasse no seu colo novamente.

Depois de insistir, a menina contou que voltou ao colo do parlamentar, que continuou com a molestá-la da mesma forma.

No boletim de ocorrência, a menina afirmou que o vereador ainda teria tentado acariciar suas partes íntimas, mas desistiu porque o telefone celular tocou.

A menor disse que não contou o abuso à mãe para não interromper a festa de aniversário.

Contudo, no dia 16, ela teria discutido com o vereador e, então, resolveu contar o fato à tia paterna.

A tia, então, buscou a menina e a acompanhou no registro do boletim de ocorrência.

A denúncia é investigada pela Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente (Deddica), da Polícia Civil.

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