Cuiabá, 05 de Dezembro de 2022
logo

09 de Dezembro de 2016, 09h:20 - A | A

JUDICIÁRIO / ESTUPRO DE ENTEADA

Defesa tentar revogar prisão; situação política de Chico 2000 é complicada

O pedido foi protocolado pelo advogado Hélio Passadore, no Tribunal de Justiça, na quarta-feira (7), e a decisão deve ocorrer até terça-feira (13).

RAFAEL DE SOUSA
DA REPORTAGEM



A defesa do vereador Chico 2000 (PR), preso na última terça-feira (6), de forma preventiva, por ser acusado de abusar sexualmente da enteada de 11 anos, trabalha para conseguir a liberdade do parlamentar até a próxima terça-feira (13).

O advogado Hélio Passadore, que patrocina a defesa do vereador, protocolou o pedido de revogação da prisão, na última quarta-feira (7), na 14ª Vara Criminal.

A ação a ser analisadaa partir desta sexta-feira (9) e a decisão deve ser apresentada em um prazo de cinco dias.

Passadore argumenta que a prisão temporária (de 30 dias), solicitada pelo delegado Eduardo Botelho, titular da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), não teve fundamento.

“Não existem outras vítimas, nem ameaça a testemunhas. Chico é um ‘cara’ tranquilo que jamais ameaçaria alguém”, defende.

Para o advogado, o pedido de prisão parece mais uma cópia de outros casos que também foram investigados pela Deddica.

“A prisão está embasada, apenas, na mente do delegado. Se você pegar todos os pedidos de prisão preventiva e temporária dele, os fundamentos são os mesmos. Parece que copia e cola”, ironizou.

Chico 2000 (PR) teve o pedido de prisão decretado pela juíza Ana Corrêa, no domingo (4), 21 dias após ser acusado de estuprar a enteada. Porém, a Polícia Civil teria encontrado indícios de que o parlamentar esteja envolvido em outro crime de natureza sexual.

O vereador, que foi considerado foragido por algumas horas, se entregou na tarde de terça-feira na Deddica e foi encaminhado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), anexo ao antigo Presídio do Carumbé.

O advogado disse que conversou com o vereador no presídio e que ele demostrava estar abatido, mas mantinha calma.

“Qualquer ser humano fica constrangido,e debilitado, numa situação desta. Ele me disse que está tranquilo, aguardando uma decisão da Justiça”, destacou.

“Quebra de decoro”

Mesmo preso, sob a acusação de abuso sexual, Chico 2000 não está impedido de assumir o quarto mandato de vereador, por quebra de decoro.

De acordo com o presidente da Comissão de Ética da Câmara, Toninho de Souza (PSD), mesmo que o Legislativo receba essa solicitação, neste ano não há tempo hábil para analisar o caso. Por isso, o assunto deve ser debatido em 2017.

“Será uma nova comissão de ética, que ainda precisa ser nomeada. Se ocorrer a representação neste ano, não tem como ser discutida. Será um problema para nova Comissão de Ética”, disse.

Para abrir uma discussão sobre o caso, é necessário tempo. A Mesa Diretora ou alguma entidade devidamente registrada precisa pedir a abertura do processo investigativo porque segundo o regimento da Câmara, a ação não pode ser individualizada.

Caso tenha o pedido, a decisão fica sob responsabilidade do presidente Haroldo Luzia, que terá duas possibilidades: pedir a investigação enviando o relatório direto para Comissão de Ética ou submeter o caso ao Plenário.

Contas reprovadas

Mesmo que não enfrente a Comissão de Ética da Câmara, Chico 2000 está temporariamente impedido de assumir o cargo.

Ele precisa resolver outro problema com a Justiça, desta vez, na esfera eleitoral.

O vereador teve problemas com as contas de campanha de 2016, que foram reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Ele não informou à Corte de pelo menos 28 gastos em sua prestação de contas parcial.

Caso não consiga uma liminar para ser diplomado, quem assume é a 1ª suplente Luciana Zamproni (PMB).

 

Comente esta notícia

Galileu 10/12/2016

Logo quem está salvaguardando Chico 2000? Se essa garota inventou esse cipoal, a moral de Chico já era. Mas cabe mais investigação sobre atuação dos pares do Chico na casa dos horrores por exemplo nunca ficou esclarecido o caso do chefe da Máfia da Extorção na câmara no caso João Emanuel muito bem fundamentado por José Riva.

Carlos 09/12/2016

A informação está equivocada em relação ao impedimento de ser diplomado e assumir. A desaprovação das contas de campanha não impacta, de forma alguma, sua diplomação e posse. Não é necessária qualquer liminar para garantir tais atos.

2 comentários

1 de 1