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06 de Junho de 2016, 15h:27 - A | A

GERAL / GREVE NA EDUCAÇÃO

Servidores chamam Lucimar de 'madrasta' em protesto ignorado por prefeita; veja fotos

Cerca de 300 trabalhadores da Educação de Várzea Grande fizeram uma passeata na manhã desta segunda-feira; eles exigem reajuste para toda categoria.

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Faixas de protesto chamam Lucimar de

Faixas de protesto chamam Lucimar de "madrasta da educação".

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



No primeiro dia de greve dos profissionais da Educação do Município de Várzea Grande, cerca de 300 pessoas foram às ruas, na manhã desta segunda-feira (06). Em passeata que iniciou na Avenida Filinto Müller, eles seguiram até a sede da Prefeitura, na Avenida Castelo Branco. No entanto, eles não foram recebidos pela prefeita Lucimar Campos (DEM), nem pelo secretário de Educação, Silvio Fidélis para iniciar as negociações.

De acordo com o Sintep VG, neste primeiro dia de greve, houve adesão de 60% dos trabalhadores ao movimento paredista. Nesta terça-feira (07), haverá visita às escolas que ainda estão funcionando, na tentativa de alcançar 100% de adesão à greve.

Os grevistas realizaram um protesto em frente ao Paço Couto Magalhães, onde levantaram faixas com frases de efeito que chamavam a prefeita de “madrasta da educação” e exigiam o pagamento do reajuste de 11,36% relativo ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para todos os trabalhadores da categoria.

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O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso – Subsede de Várzea Grande (Sintep-VG)- afirma que os aposentados e o pessoal do setor administrativo ainda não receberam o reajuste. No entanto, a Prefeitura afirma que somente os trabalhadores da área pedagógica têm direito ao reajuste do Fundeb.

Já na quarta-feira (08), haverá uma "vigília" dentro da Prefeitura de Várzea Grande, onde os manifestantes pretendem ficar entre 8 horas até às 16 horas, aguardando pelo atendimento da prefeita.

O sindicato também reclama que a prefeita não cumpriu acordo homologado no Tribunal de Justiça no ano passado, no qualse comprometia a revisar o Plano de Cargos e Carreiras e Salários (PCCS) e fazer o reenquadramento de servidores de carreira. Além disso, os grevistas exigem melhorias nas condições físicas das unidades e na merenda escolar e denunciam que alunos de seis escolas estão com o calendário letivo atrasado, sendo que quatro iniciaram as atividades em maio e duas só tiveram início das aulas nesta segunda-feira (06).

De acordo com o Sintep VG, neste primeiro dia de greve, houve adesão de 60% dos trabalhadores ao movimento paredista. Nesta terça-feira (07), haverá visita às escolas que ainda estão funcionando, na tentativa de alcançar 100% de adesão à greve. Já na quarta-feira (08), haverá uma "vigília" dentro da Prefeitura de Várzea Grande, onde os manifestantes pretendem ficar entre 8 horas até às 16 horas, aguardando pelo atendimento da prefeita.

Como nesta semana cerca de 90 aprovados no processo seletivo da Educação estão sendo convocados pela Prefeitura, o Sintep-VG afirma que esses novos servidores temporários deverão fazer a entrega da documentação e depois esperar o fim da greve para iniciar as atividades. De acordo com a secretária-geral do Sintep VG, Aparecida Cortêz, a convocação paulativa, como está ocorrendo, está prejudicando as escolas que já foram desfalcadas com a demissão de vigilantes e zeladores. Nesta semana, estão sendo convocados apenas técnicos em desenvolvimento infantil. 

 

 

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