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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
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15 de Outubro de 2017, 08h:17 - A | A

GERAL / 15 DE OUTUBRO

Professores de MT ganham mais que média nacional, mas estrutura ainda é ruim

Remuneração média do professor efetivo é de R$ 5.438,20 (contrato padrão de 30h semanais). No Brasil, a média de ganho do professor com carga de 40h não passa de R$ 3,5 mil.

DA REDAÇÃO



Neste domingo (15), Dia do Professor, os profissionais da educação de Mato Grosso comemoram ter o terceiro melhor salário da categoria do país, mas questionam a qualidade do ensino e as condições de trabalho ofertadas pelo Governo.

"Estamos trabalhando para garantir a valorização dos professores.O déficit é histórico, mas desde o início do seu mandato, o governador Pedro Taques (PSDB) vem demonstrando que a Educação é uma de suas prioridades - com investimentos em estrutura escolar e na valorização dos profissionais”, disse o secretário de Educação.

Atualmente, a remuneração média do professor efetivo é de R$ 5.438,20 (contrato padrão de 30h semanais), e equivalente a R$ 7.250,93 considerando o padrão nacional de 40h semanais. No Brasil, a média de ganho do professor com carga de 40h não passa de R$ 3,5 mil.

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Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o salário médio do professor com contrato temporário - R$ 6.847,64 (40h) - também está bem acima dos servidores da educação de outros Estados.

Entretanto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Henrique Lopes, questionou que, apesar da média salarial ter dobrado nos últimos anos, o professor ainda é desvalorizado em relação aos demais funcionários públicos.

 

“Bastaria ver os salários de um professor de nível superior e os de qualquer servidor de carreira do Estado com ensino médio. O servidor ganha mais. Enquanto para os outros setores a gente vê uma política de valorização salarial, para o professor, que participa da formação de todas as profissões, ficam reservadas somente as migalhas”, declarou Lopes.

O secretário de Educação, Marco Marrafon, explicou que os salários dos profissionais da educação básica de Mato Grosso tiveram, de janeiro de 2015 a setembro deste ano, valorização acumulada de 42,98%.

“Estamos trabalhando para garantir a valorização dos professores. O déficit é histórico, mas desde o início do seu mandato, o governador Pedro Taques (PSDB) vem demonstrando que a Educação é uma de suas prioridades - com investimentos em estrutura escolar e na valorização dos profissionais”, disse.

Henrique Lopes concordou que muitas melhorias devem ser comemoradas pelos professores, como o direito à hora/atividade, à gestão democrática escolar e ao reconhecimento de que no espaço da escola, não apenas os professores devem ser vistos como educadores, mas todos os profissionais que atuam no âmbito escolar.

“Mas precisamos repudiar a ausência de estrutura e condições de trabalho, além do descaso com o processo educacional”, pontuou o presidente do Sintep.

Marrafon rebateu que o Estado vem tomando medidas para melhorar as condições de trabalho dos professores e educadores, com programas para garantir segurança nas escolas e de qualidade de vida, com apoio psicológico, de voz e postura aos profissionais, além de programa de formação.

“Buscamos resgatar a autoridade do professor dentro da sala de aula. São profissionais que ‘tiram leite de pedra’, porque as condições não são boas, mas conseguem fazer grandes projetos, que já apresentam resultados”, afirmou o secretário.

Ele também lembrou dos investimentos feitos para construção e reforma de escolas. Somente em 2017, 17 unidades foram inauguradas em todo o Estado. “São obras de qualidade, que garantem boas condições de trabalho”.

Outra melhoria foi a realização do concurso este ano, com 5,4 mil vagas. Os aprovados assumem os cargos já no início de 2018, substituindo profissionais contratados.

“Também é uma valorização, uma vez que os profissionais terão direito aos benefícios da carreira”, comentou.

Em entrevista ao programa Conexão Poder, o secretário Marco Marrafon detalha as políticas de valorização adotadas para os professores. Confira aqui.

 

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Carlos Araújo 15/10/2017

É somente a pior carreira do Estado

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