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O deficit de profissionais está impactando diretamente no atendimento de pacientes que procuram as unidades de saúde
RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO
Cerca de 600 servidores da Secretaria de Saúde de Cuiabá que atuam na linha de frente estão afastados de suas funções por fazerem parte do grupo de risco para o coronavírus (Covid-19).
O deficit de profissionais está impactando diretamente no atendimento de pacientes que procuram as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas da Capital.
Ao todo, 1.504 servidores da Secretaria Municipal de Saúde são do grupo de risco e estão afastado de suas funções, sendo que 208 são médicos, 96 enfermeiros, 153 auxiliares de enfermagem e 140 técnicos de enfermagem. Todos os pedidos de afastamento foram deferidos após perícia.
O número não inclui os servidores que estão afastados temporariamente por terem contraído a covid-19.
Fazem parte do grupo de risco da doença pessoas acima de 60 anos, mesmo que não tenham nenhuma comorbidade; cardiopatas; diabéticos; pneumopatia; doença neurológica ou renal; imunodepressão; obeso; asmático.
“Com o grande número de pessoas infectadas na Capital, todas as UPAs e Policlínicas estão lotadas de pacientes procurando atendimento. Fazemos o possível para atender todos que procuram as unidades, mas as pessoas precisam estar cientes que estamos vivendo um momento atípico, onde muita gente está ficando doente ao mesmo tempo, e com o número reduzido de profissionais, inevitavelmente a unidade hospitalar fica sobrecarregada”, explicou Luiz Gustavo Raboni Palma, secretário-adjunto de Assistência em Saúde.
Outra dificuldade encontrada é em relação à contratação de profissionais para suprir a demanda das unidades. Segundo o secretário-adjunto, a demanda por estes profissionais está muito alta e há dificuldade para contratar pessoas para a linha de frente, mesmo os que já trabalham em outros locais.
Perícia
Em abril, o secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho disse que cada atestado médico apresentado pelos servidores da pasta, após o início da pandemia de covid-19 seria periciado para atestar a necessidade do afastamento. Isso porque o número de afastamento foi de quase 50% do número de servidores. Após perícia, todos foram deferidos, não havendo indícios de irregularidades.
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