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Tribunal afirma que não há evidências de acesso a dados pessoais, decisões judiciais ou backups
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A investigação sobre o ataque cibernético que atingiu a infraestrutura tecnológica do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) avançou para a esfera criminal. O presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira, acionou formalmente a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil para apurar a invasão aos sistemas, identificar a origem da ofensiva e responsabilizar os autores do crime cibernético.
As plataformas tecnológicas do Judiciário mato-grossense estão fora do ar desde a segunda-feira (21), após invasores explorarem uma brecha no sistema. A atuação da Polícia Federal foi requisitada porque um dos ambientes afetados possui integração direta com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Paralelamente, a Polícia Civil conduzirá as investigações na esfera estadual sobre a invasão aos diretórios internos da rede do tribunal.
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Em comunicado oficial, o TJMT confirmou que o ataque resultou no acesso a credenciais de usuários da rede, englobando logins e senhas criptografadas. No entanto, a Corte reforçou que, até o momento, não foram encontradas evidências de vazamento de dados pessoais de magistrados e servidores, tampouco de comprometimento de decisões judiciais ou dos sistemas de backup.
Como medida preventiva de segurança, todas as senhas da rede estão sendo redefinidas. O Processo Judicial Eletrônico (PJe) e os demais sistemas essenciais permanecem desligados enquanto passam por rigorosos testes técnicos para o restabelecimento gradual e seguro.
Em razão da paralisação técnica, o expediente desta quinta (24) e sexta-feira (25) ocorre exclusivamente de forma interna, mantendo o atendimento ao público restrito ao plantão judiciário. Serviços externos como peticionamento e consulta processual seguem suspensos, assim como os prazos processuais, que continuam paralisados até a próxima sexta-feira (25), conforme determinação da presidência do tribunal.














