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28 de Julho de 2013, 16h:16 - A | A

CIDADES / SISTEMA PRISIONAL

“Médico deve ser um renegado para trabalhar em MT”, diz secretário

Segundo Pôssas, 20 médicos foram convocados, mas apenas um assumiu o cargo.

ALINE FRANCISCO, da Redação

Penitenciária Central do Estado (Foto: Reprodução)

Penitenciária Central do Estado (Foto: Reprodução)

ALINE FRANCISCO, da Redação



A falta de médicos para atender a sociedade também atinge os reeducandos do sistema prisional de Mato Grosso. No Estado, a população carcerária oscila entre 11 e 12 mil reeducandos, somente na Penitenciária Central do Estado (PCE) são 2 mil presos, e cinco médicos se revezam para também atender o Centro de Ressocialização e a Penitenciária Feminina.

O secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, admite que a quantidade é insuficiente. “A quantidade de médicos não é suficiente, mas essa é a nossa realidade. Estamos fazendo um esforço pessoal para cada profissional assumir o cargo, firmando compromisso de dar condição de trabalho. Como o último médico que assumiu tivemos uma conversa de mais de duas”, explica.

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Segundo Pôssas, 20 médicos foram convocados, mas apenas um assumiu o cargo. Nos próximos dias outra convocação será feita, a expectativa é que pelo menos quatro médicos assumam. “O salário não é um dos melhores quanto aos demais órgãos do próprio Estado. E para um médico atuar no sistema prisional ele deve ser um renegado na profissão”, diz.

O salário oferecido aos profissionais é de R$4.029, por 40 horas trabalhadas. “Existe um projeto tramitando na Assembleia Legislativa que prevê a redução para 20 horas semanais com o mesmo salário, mas ainda não foi aprovado”, disse o secretário.

Um fato preocupante é a incidência de casos de tuberculose, 56 casos foram registrados na PCE, 11 no Centro de Ressocialização, e dois casos na Penitenciária Feminina. Segundo Pôssas, os reeducandos já estão recebendo tratamento e os casos não caracterizam uma epidemia.

Na Cadeia Pública de Várzea Grande, nove agentes penitenciários estão sendo submetidos a sessões de quimioprofilaxia, que é uma tratamento feito em agentes que apresentaram alterações nos exames médicos. Hozano José Delgado, gerente de saúde do Sistema Prisional, afirma que estes profissionais não estão infectados com o vírus, no entanto, como apresentaram alteração, são submetidos ao tratamento. “Sempre que um agente apresenta qualquer alteração ele é submetido aos exames, se houver alteração ele recebe o tratamento. Esse é um procedimento padrão”.

 

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Eduardo 30/07/2013

RENEGADO? Acho que ele não quis dizer isso. Abnegado talvez...

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Vera Albert 29/07/2013

E ainda tem gente contra a contratação de médicos vindo do exterior...

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2 comentários