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14 de Outubro de 2026, 13h:14 - A | A

CIDADES / COLAPSO HÍDRICO

General Carneiro decreta emergência após rios baixarem e comunidades enfrentarem falta d’água

Prefeitura relata perdas em lavouras e pastagens, animais emagrecendo e risco elevado de grandes incêndios

Rprodução

Decreto estabelece emergência por 180 dias após redução da vazão dos rios Garças e Barreiro e de outros cursos d’água utilizados no abastecimento.

Decreto estabelece emergência por 180 dias após redução da vazão dos rios Garças e Barreiro e de outros cursos d’água utilizados no abastecimento.

DO REPÓRTERMT



A Prefeitura de General Carneiro decretou situação de emergência por 180 dias em razão da estiagem que atinge o município. Segundo o decreto, a redução crítica da vazão de rios e córregos compromete o abastecimento de água, a produção agrícola e a criação de animais.

O Decreto nº 071/GAB/2026 foi assinado pelo prefeito João Filho Marques Rodrigues e publicado no Jornal Oficial dos Municípios desta quarta-feira (14).

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O documento aponta queda significativa nos níveis dos rios Garças e Barreiro e de ribeirões utilizados para abastecer a sede municipal, o distrito de Paredão Grande e comunidades rurais.

A falta de água também estaria dificultando a irrigação das lavouras e a dessedentação dos animais. A Prefeitura relata perdas nas plantações de soja, milho e gergelim, degradação das pastagens e redução do peso do rebanho bovino.

Outro problema apontado é o risco de grandes incêndios florestais provocado pela combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade e vegetação seca. O decreto afirma que as queimadas podem ameaçar áreas próximas às terras indígenas Sangradouro e Meruri, além de prejudicar o tráfego na BR-070 por causa da fumaça.

A situação foi classificada pelo município como desastre de nível 2, de médio porte. Segundo a administração, os danos ambientais, sociais e econômicos superam a capacidade financeira e operacional da Prefeitura, o que exigiria apoio dos governos estadual e federal.

O decreto autoriza a mobilização dos órgãos municipais, convocação de voluntários, campanhas de arrecadação e utilização temporária de propriedades particulares em situações de perigo público iminente.

Também poderão ser realizadas contratações emergenciais diretamente relacionadas às ações de resposta ao desastre.

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