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Senador Wellington Fagundes evita antecipar o seu voto no julgamento do impeachment da presidente.
NOELMA OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
Senador por Mato Grosso, Wellington Fagundes (PR), prefere não manifestar o seu voto no julgamento do impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT).
“Eu não posso virar as costas e sair criticando a presidente Dilma. Minha posição, incialmente, tem sido muito mais de olhar o conteúdo. Tanto é que faço parte da Comissão Especial, estou lá observando”, disse o senador.
Membro titular da Comissão Especial do Senado, Fagundes admite que está numa situação complexa porque o seu partido apoiou a Dilma e em Mato Grosso obteve votos do PT e PC do B.
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“Eu não posso virar as costas e sair criticando a presidente Dilma. Minha posição, incialmente, tem sido muito mais de olhar o conteúdo. Tanto é que faço parte da Comissão Especial, estou lá observando”, disse o senador.
Na sua vida política de mais de 30 anos, só no Congresso Nacional, Fagundes sempre se manteve como aliado. “Não sou um parlamentar que fico atacando ou defendendo, estou na situação de acompanhar o processo, só que nós vamos ter que votar, vou votar três vezes, duas na Comissão e depois no plenário, estou fazendo isso com muita cautela”, detalha o republicano.
"Vou votar três vezes, duas na Comissão e depois no plenário, estou fazendo isso com muita cautela”, detalha o republicano.
Ele é do chamado bloco moderador na Comissão Especial. A posição de Wellington é de seguir a maioria, considerando que voltou no Senado pela admissibilidade do processo sob o argumento que a maioria na Câmara Federal votou pela abertura do processo de impeachment.
“Não sou contra impeachment, sempre disse que o processo é uma previsão constitucional, assim como nunca disse que é golpe”, ponderou. Ele aposta que o julgamento terá um peso mais político do que técnico. “Se o presidente Michel Temer conseguir melhorar o país, se trouxer mais esperança, mais expectativa, eu acho que hoje o impeachment tem grande possibilidade passar”, pontua o senador. Ele reforça que o seu partido faz parte da base de sustentação do presidente interino.
“Não sou contra impeachment, sempre disse que o processo é uma previsão constitucional, assim como nunca disse que é golpe”, ponderou.
Apesar das ponderações, sempre com o posicionamento de compor, Fagundes diz que vai esperar. “Não posso antecipar meu voto”, assegura. Para ele, os senadores adiantaram como votaria são mais ideológicos. “O meu voto será responsabilidade para o momento de crise, temos muita imprevisibilidade”, disse.
Explicação eleitoral
Fagundes se manteve próximo da presidente Dilma. O seu voto pela admissibilidade do processo de impeachment não foi alardeado.
O senador conta que, matematicamente, para a sua eleição obteve votos do então candidato ao governo, Lúdio Cabral (PT), do qual fez parte do palanque e de eleitores do governador Pedro Taques (PSDB). “Foi uma eleição atípica, pela primeira vez. um senador eleito não esteve no palanque do governador eleito no primeiro turno”, compara.
Os suplentes de Fagundes são o médico Jorge Yanai (PMDB) e o professor Manoel Motta (PCdoB), respectivamente.














Izaque Fernandes 21/07/2016
Espero que ele faça o que tem fazer. Votar conforme as provas e não por oportunismo.
Renato Matos 21/07/2016
Sempre em cima do muro. Oportunista de carteirinha. Esperando o Temer oferecer algo para ele em troca do voto pelo sim definitivo.
2 comentários