CELLY SILVA
MARCIA MATOS
Em coletiva na tarde desta quarta-feira (14), o governador Pedro Taques (PSDB), afirmou que ele, assim como os chefes do Executivo de outros 19 estados da União, aguardam uma reunião decisiva, com o presidente da República Michel Temer (PMDB), até a próxima terça-feira (20) para que definam se irão decretar estado de calamidade pública, conforme anunciado após reunião com o ministro Henrique Meirelles, nesta terça-feira (13).
"Nós teríamos linhas de crédito especiais. Nós teremos operações de crédito com facilidade, como o Rio de Janeiro, que decretou e recebeu R$ 4 bilhões bilhões para as Olímpiadas", argumentou", Taques.
O governador ressaltou que o decreto de calamidade pública resolveria uma série de problemas financeiros dos estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste, que cogitam a possibilidade. Já que a União seria obrigada a fazer repasses e renegociar as dívidas dos estados.
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"Qual é a consequência desse decreto de calamidade?. Em sendo decretado lá para frente, em uma conversa que eu estou otimista que ela se realize na semana que vem, entre 20 governadores e o presidente da República, aí nós teríamos linhas de crédito especiais. Nós teremos operações de crédito com facilidade, como o Rio de Janeiro, que decretou e recebeu R$ 4 bilhões bilhões para as Olímpiadas", argumentou.
Segundo Taques, a medida será tomada se o presidente não conceder um repasse emergencial, no valor de R$ 7 bilhões, que foi solicitado por sete estados.
“Esta ajuda emergencial, ela significaria R$ 7 bilhões de reais divididos entre esses 20 estados, tendo em conta os critérios que fazem a divisão”, disse Taques.
O tucano explicou que os estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste, passaram a cogitar a possibilidade de decretarem calamidade pública porque, em extrema dificuldade financeira, sem repasses do Fex, se sentem prejudicados na medida que prevê a renegociação das dívidas com a União.
De acordo com Taques, 87% de toda a dívida pertencem a apenas quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), só que 13 estados da federação poderiam renegociar apenas 13% da dívida, o que consideram um absurdo, no qual está inclusa a situação de Mato Grosso. "Mato Grosso tem um estoque de dívidas de R$ 7 bilhões, e só vamos renegociar 27%. É muito pouco para Mato Grosso diante do que contribuímos", avalia Taques ao ressaltar os motivos que levaram os governadores de 20 estados a pressionarem a União.
Segundo Taques, os governadores do Nordeste já prepararam a carta reconhecendo que eles estão em estado de clamidade e aguardam o resultado da reunião para decidir se irão usar. Já no caso de Mato Grosso, ele afirma que discutirá o assunto com os deputados estaduais, Tribunal de Contas e demaos Poderes instituídos.














