FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
Em conversa com os jornalistas, na manhã desta quinta-feira (31), o governador Pedro Taques (PSDB) disse concordar com o posicionamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ajuizada contra a base de cálculo para o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos de Mato Grosso. A medida foi impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF) e pode derrubar a lei mato-grossense.
“Sou a favor sim de Janot ter ajuizado essa Adin, porque não podemos ter uma base de cálculo vinculada à União enquanto a lei que estabelece o pagamento é estadual. Eu concordo sim com a inconstitucionalidade da lei da RGA”, afirmou o tucano.
“Sou a favor sim de Janot ter ajuizado essa Adin, porque não podemos ter uma base de cálculo vinculada à União enquanto a lei que estabelece o pagamento é estadual. Eu concordo sim com a inconstitucionalidade da lei da RGA”, afirmou o tucano.
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A Adin ajuizada pelo procurador-geral da República contesta como a base de cálculo é feita sobre o Índice Nacional de Preços de Preços ao Consumidor (INPC), cujo cálculo é feito pelo órgão federal Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quando a lei que rege o RGA é estadual.
Taques explicou que ainda não é certo afirmar que a lei que o Executivo fez para o parcelamento de 7,54% da RGA, aprovada pela Assembleia, vai ter alguma alteração sobre a Adin de Janot.
Mesmo concordando com a peça judicial, o chefe do Executivo negou os boatos de que tenha tido qualquer interferência dele na Adin impetrada pelo procurador-geral. O deputado de oposição ao governo na Assembleia Legislativa, Zeca Viana (PDT), disse que Janot só ajuizou a ação porque a legenda também fez o mesmo procedimento, porém cobrando do Executivo e chefe da Casa de Leis explicações sobre o parcelamento da RGA. Além disso, Zeca citou interferência de Taques sobre a Adin de Janot.
Taques explicou que ainda não é certo afirmar que a lei que o Executivo fez para o parcelamento de 7,54% da RGA, aprovada pela Assembleia, vai ter alguma alteração sobre a Adin de Janot. Ele destacou que tudo dependerá da decisão da ministra relatora da peça Cármen Lúcia, para saber se o caso vai ser decidido com retroatividade desde 2004, quando a lei foi criada, ou se vai ter efeito somente a partir da Adin ajuizada pelo procurador.
“Depende se a ministra vai decidir agora. Depende se a ministra vai dar o rito abreviado ou vai remeter ao plenário. Depende se ela vai dar efeito desde 2004 ou se ela vai dar efeito desde a sua decisão. Depende de vários fatores e eu não posso afirmar se a lei aprovada do RGA vai sofrer alguma alteração”, pontuou o tucano.
O governador argumentou que Janot possa ter ajuizado essa ação pelo fato de a greve, que durou quase dois meses, ter sido de conhecimento nacional. “Isso saiu na imprensa nacional. Acredito que o motivo tenha sido esse e pelo fato de Mato Grosso não ter sido o único estado com problemas financeiro para pagamento da RGA”, completou.
Pela lei criada em 30 de dezembro de 2004, ainda na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PP), o pagamento é reajustado conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), cujo cálculo é feito pelo órgão federal Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela é calculada com relação ao ano anterior e sempre paga no mês de maio do ano subsequente.
JUSTIFICATIVA DA ADIN
Segundo o fundamento do procurador,“sujeitar a revisão de remuneração de servidores estaduais a índice apurado por órgão ou ente da administração pública federal, afeta de forma grave a autonomia e a capacidade dos entes federados menores, em ofensa a Constituição da República”.
Janot ainda diz que a lei estadual igualmente fere o princípio da divisão funcional do poder, ao permitir reajustes automáticos em determinada época e de acordo com certos critérios, independentemente de iniciativa do Executivo ou de negociações, que possam estar em curso.
Em outro ponto da ação o procurador-geral argumenta que a RGA dos servidores estaduais cria expectativas que não necessariamente podem ser atendidas, pelo fato, especialmente, da realidade econômica e financeira do Estado. “Isso causa desgaste no ambiente organizacional e inquietação social, uma vez que os servidores passam a alimentar a expectativa de que seus vencimentos serão reajustados de forma quase automática”, salienta na Adin.















Cuyabana 02/09/2016
Alguém acredita que não há interferência do governador nisso aí? Por que antes do embate firmado em 2016 ninguém jamais havia pensado nisso? Há um decreto recém publicado que fere a LC 04/1990. Não haverá possibilidade de se pleitear tabelas salariais. Existe uma grande possibilidade de não termos mais RGA. Por que o governador não aproveita a subida ao palanque de WS e anuncia que o plano dele é congelar o salário dos servidores e prejudicar a vida de milhares de pessoas? Ficaria mais bunitinhu...
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