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01 de Setembro de 2016, 17h:15 - A | A

POLÍTICA / COBRANÇA EM BRASÍLIA

Taques busca resgatar R$ 352 milhões empenhados junto à União

Taques ressaltou que já ajuizou uma ação, por meio da Procuradoria-Geral do Estado, para reaver o montante que servirá para vários pagamentos pendentes do Estado.

Assessoria

Governador viajou nesta quinta em busca de negociação.

Governador viajou nesta quinta em busca de negociação.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Diante das diversas cobranças que o Executivo vem sofrendo para pagamento como duodécimo e emendas parlamentares, o governador Pedro Taques (PSDB) viaja nesta quinta-feira (1º) à Brasília em busca de destravar cerca de R$ 350 milhões, que serviam como garantia para o pagamento de uma dívida feita em 1994 e que estão parados em uma conta bancária. 

Taques ressaltou que já ajuizou uma ação, por meio da Procuradoria-Geral do Estado, para reaver o montante que servirá para vários pagamentos pendentes do Estado.

 

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Taques ressaltou que já ajuizou uma ação, por meio da Procuradoria-Geral do Estado, para reaver o montante que servirá para vários pagamentos pendentes do Estado. A ação foi proposta em fevereiro deste ano. 

O governador explicou que naquele ano, o Brasil aderiu a um plano de reestruturação da sua dívida externa e, a partir disso, essa reestruturação passou pela emissão de títulos da dívida pública para os Estados, os quais tinham a função de abater a dívida principal (externa) por meio da redução do valor ou pelo alívio de juros.

No entanto, para Estado que já possuíam dívidas com a União, o contrato firmado com os credores externos exigiu garantias para que os títulos fossem emitidos. Como Mato Grosso já possuía dívidas teve que depositar U$ 18,2 milhões (dólares) a título de caução. Esse valor corrigido alcançaria mais de U$ 90 milhões (dólares).

Taques disse ainda que existem outras garantias para manter as dívidas que o Estado tem e assim conseguir resgatar esse dinheiro. De acordo com ele, é possível vincular os valores oriundos do Importo de Renda, que é retido na fonte, e a sua parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Uma ação foi ajuizada com base na argumentação de que são necessárias apenas uma garantia para o pagamento das dívidas e que não teria a necessidade de que o dinheiro permanecesse lá.

O governador disse que o montante servirá, entre outras coisas, para o pagamento de emendas parlamentares.  

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