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17 de Outubro de 2026

13 de Março de 2026, 18h:32 - A | A

POLÍTICA / CASO MASTER

STF forma maioria para manter Daniel Vorcaro preso

Mendonça, Fux e Nunes Marques votaram para manter a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; falta o voto de Gilmar Mendes

Reprodução SAP

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aparece com barba e bigode aparados.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aparece com barba e bigode aparados.

DO REPÓRTERMT



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Votaram pela manutenção: André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. Entre os argumentos para a manutenção da preventiva do banqueiro, está o “risco concreto de interferência nas investigações”. Falta ainda o voto de Gilmar Mendes.

Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero e é investigado por crimes financeiros. Há ainda suspeita do envolvimento dele em pagamentos indevidos a agentes públicos e participação do que a Polícia Federal chama de “milícia privada”, que monitorava autoridades e jornalistas.

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Mendonça é o relator do caso Master no STF e integrante da Segunda Turma, que começou a julgar o referendo da prisão nesta sexta-feira (13).

Os ministros decidem, em plenário virtual, se mantêm ou revogam a prisão de Daniel Vorcaro e outros envolvidos na chamada “perigosa organização criminosa”. A sessão virtual terá sete dias de duração, com a finalização no dia 20. Mesmo que todos os ministros votem nesta sexta, o resultado só é proclamado ao fim do prazo.

Outros presos

Além de Vorcaro, na terceira fase da Operação Compliance Zero, foi determinada a prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, apontado como operador financeiro; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.

Sicário morreu na prisão, após, segundo nota oficial da PF, atentar contra a própria vida.

A Polícia Federal aponta que o grupo monitorava autoridades e jornalistas. Mendonça determinou ainda, na ocasião, o afastamento de dois diretores do Banco Central.

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