FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as Organizações Sociais de Saúde (OSS), deputado estadual Leonardo Albuquerque (PSD), culpou diretamente o ex-governador Silval Barbosa e possivelmente os secretários de Estado de Saúde da gestão anterior pelo rombo de quase R$ 700 milhões. que foram pagos pelo Estado às OSS. Além disso, Albuquerque ainda disse que assim que a CPI for aprovada na Assembleia Legislativa, toda a documentação provando as irregularidades serão encaminhadas aos órgãos de controle, como Ministério Público Estadual (MPE).
Podem ser responsabilizados além do ex-governador, os ex-secretários Pedro Henry, Vander Fernandes, Mauri Rodrigues de Lima e Jorge de Araújo Lafetá Neto.
Podem ser responsabilizados além do ex-governador, os ex-secretários Pedro Henry, Vander Fernandes, Mauri Rodrigues de Lima e Jorge de Araújo Lafetá Neto.
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O deputado explicou que o rombo ocorreu entre os anos de 2011 e 2015. De acordo com ele, esse valor pode saltar para mais de R$ 730 milhões, caso a empresa que foi responsável pela condução de pelo menos dois hospitais, o Instituto Pernambucano de Assistência Social (Ipas), vença uma batalha judicial contra o Estado. O instituto acionou o Executivo porque ele estava usando o CNPJ da empresa após a rescisão do contrato e sem autorização. Caso ganhe na Justiça, o Ipas terá direito a receber em valores atualizados cerca de mais R$ 32 milhões.
“Faltou gestão. Não tinha qualquer tipo de controle diretamente no local. Ele era feito de um lugar distante das unidades de saúde", disse o deputado Leonardo.
Albuquerque apontou que entre os principais erros estão a falta de controle e a falta de políticas públicas para conduzir o contrato com o Estado. “Faltou gestão. Não tinha qualquer tipo de controle diretamente no local. Ele era feito de um lugar distante das unidades de saúde. Logo não era possível saber se determinado tipo de serviço realmente tinha sido executado. Estava uma verdadeira bagunça”, disse à reportagem.
O presidente ainda citou como exemplos casos em que foram cobrados do Estado serviços totalmente diferentes do que realmente
foram feitos em pacientes. “Teve casos absurdos como cobrar por uma anestesia, quando o parto da paciente foi normal. Em outro caso, um reparo de útero quando o parto foi tudo bem”, relatou.
O deputado destacou que dos sete hospitais que eram geridos por OSS ficaram apenas dois. Por esse fato, segundo ele, a administração do governo de Pedro Taques (PSDB) não teve tantos problemas já que diminuiu o volume de fiscalização que necessita realizar sobre a gestão das OSS.














