Cuiabá, 25 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
25 de Setembro de 2026

21 de Julho de 2016, 08h:50 - A | A

POLÍTICA / 'ALIADOS' SEPARADOS

Prefeito e vice podem polarizar disputar inédita em Rondonópolis

Diante da indecisão do chefe do Executivo à eventual disputa para reeleição, PSDB lançou candidatura.

Assessoria

Governador Pedro Taques pode ficar em

Governador Pedro Taques pode ficar em "saia justa" na disputa eleitoral com dois correligionários em palanques diferentes

NOELMA OLIVEIRA
DA REDAÇÃO



A disputa pela Prefeitura de Rondonópolis, distante 215 km de Cuiabá, pode ser polarizada entre o atual prefeito Percival Muniz (PPS) e o vice-prefeito Rogério Salles (PSDB).  Apesar de manter relação harmônica, nestes quase quatro anos de gestão, o cenário político os coloca em palanques diferentes.

“Todo partido tem o direito de lançar candidato. Nosso gabinete é colocado, nossa recepção é única e a gente conversa todo dia. Eu acho boa esta disputa, se isso acontecer, porque a cidade fica numa alternativa de boas mãos”, despista Muniz.

No final de semana, o PSDB, partido do vice-prefeito Rogério Salles, oficializou seu nome à disputa majoritária. O posicionamento da legenda ‘embaralhou’ a disputa no município, terceiro maior colégio eleitoral do estado, além de deixar em ‘saia justa’ aliados do governador tucano Pedro Taques.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

“Já viram um vice-prefeito que participa da administração disputar a eleição contra o prefeito? Isso para mim é uma prova que a minha administração é tão boa que a cidade vai ficar com o prefeito ou vice”, disse o chefe do Executivo.

 

Coincidência ou não, o governador manteve audiência com Muniz, na tarde desta segunda-feira (18).  Entre questões administrativas, foi conversado sobre a disputa no município.  O chefe do Executivo não pediu para ele deixar de concorrer novamente. Detalhe: o prefeito ainda não decidiu se vai tentar o quarto mandato.

O PSDB  lançou o nome de Salles à véspera de um julgamento no Tribunal de Justiça no qual Muniz poderia ficar inelegível. O prefeito não foi enquadrado neste artigo e foi condenado ao pagamento de uma multa de cinco salários de prefeito. Com este ‘salvo-conduto’, Percival fica mais próximo de concorrer novamente.

O chefe do Executivo municipal não considera traição por parte do vice. “Todo partido tem o direito de lançar candidato. Nosso gabinete é colocado, nossa recepção é única e a gente conversa todo dia. Eu acho boa esta disputa, se isso acontecer, porque a cidade fica numa alternativa de boas mãos”, despista Muniz.

Questionado se não abriria mão para apoiar vice, Percival disse que conta com 20 partidos, somando 160 pré-candidatos a vereador, e que algumas destas siglas não apoiam Salles. Desta forma, estas agremiações iriam apoiar outro candidato. 

“Há partidos neste arco que têm problemas com o PSDB. Por exemplo, PT, PCdoB, PR, PMDB me apoiam e todos têm problemas com o PSDB. Então hoje, se eu não for candidato, necessariamente, vai surgir outro candidato. E se ele retirar também, necessariamente, vai provocar outra candidatura. Melhor ficar os dois candidatos porque ele participa da administração desde o início e amanhã se der Percival ou Rogério é a continuidade da administração”, afirma.

“Já viram um vice-prefeito que participa da administração disputar a eleição contra o prefeito? Isso para mim é uma prova que a minha administração é tão boa que a cidade vai ficar com o prefeito ou vice”, disse o chefe do Executivo. 

Comente esta notícia