Assessoria

Governador Pedro Taques pode ficar em "saia justa" na disputa eleitoral com dois correligionários em palanques diferentes
NOELMA OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
A disputa pela Prefeitura de Rondonópolis, distante 215 km de Cuiabá, pode ser polarizada entre o atual prefeito Percival Muniz (PPS) e o vice-prefeito Rogério Salles (PSDB). Apesar de manter relação harmônica, nestes quase quatro anos de gestão, o cenário político os coloca em palanques diferentes.
“Todo partido tem o direito de lançar candidato. Nosso gabinete é colocado, nossa recepção é única e a gente conversa todo dia. Eu acho boa esta disputa, se isso acontecer, porque a cidade fica numa alternativa de boas mãos”, despista Muniz.
No final de semana, o PSDB, partido do vice-prefeito Rogério Salles, oficializou seu nome à disputa majoritária. O posicionamento da legenda ‘embaralhou’ a disputa no município, terceiro maior colégio eleitoral do estado, além de deixar em ‘saia justa’ aliados do governador tucano Pedro Taques.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
“Já viram um vice-prefeito que participa da administração disputar a eleição contra o prefeito? Isso para mim é uma prova que a minha administração é tão boa que a cidade vai ficar com o prefeito ou vice”, disse o chefe do Executivo.
Coincidência ou não, o governador manteve audiência com Muniz, na tarde desta segunda-feira (18). Entre questões administrativas, foi conversado sobre a disputa no município. O chefe do Executivo não pediu para ele deixar de concorrer novamente. Detalhe: o prefeito ainda não decidiu se vai tentar o quarto mandato.
O PSDB lançou o nome de Salles à véspera de um julgamento no Tribunal de Justiça no qual Muniz poderia ficar inelegível. O prefeito não foi enquadrado neste artigo e foi condenado ao pagamento de uma multa de cinco salários de prefeito. Com este ‘salvo-conduto’, Percival fica mais próximo de concorrer novamente.
O chefe do Executivo municipal não considera traição por parte do vice. “Todo partido tem o direito de lançar candidato. Nosso gabinete é colocado, nossa recepção é única e a gente conversa todo dia. Eu acho boa esta disputa, se isso acontecer, porque a cidade fica numa alternativa de boas mãos”, despista Muniz.
Questionado se não abriria mão para apoiar vice, Percival disse que conta com 20 partidos, somando 160 pré-candidatos a vereador, e que algumas destas siglas não apoiam Salles. Desta forma, estas agremiações iriam apoiar outro candidato.
“Há partidos neste arco que têm problemas com o PSDB. Por exemplo, PT, PCdoB, PR, PMDB me apoiam e todos têm problemas com o PSDB. Então hoje, se eu não for candidato, necessariamente, vai surgir outro candidato. E se ele retirar também, necessariamente, vai provocar outra candidatura. Melhor ficar os dois candidatos porque ele participa da administração desde o início e amanhã se der Percival ou Rogério é a continuidade da administração”, afirma.
“Já viram um vice-prefeito que participa da administração disputar a eleição contra o prefeito? Isso para mim é uma prova que a minha administração é tão boa que a cidade vai ficar com o prefeito ou vice”, disse o chefe do Executivo.













