DO REPÓRTERMT
A posse de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao cargo de governador de Mato Grosso hoje (31) marca uma momento histórico na tradição política do estado. Pela primeira vez em décadas, o Palácio Paiaguás não terá a figura oficial de uma primeira-dama. Pivetta, que é solteiro, assume o posto vago com a renúncia de Mauro Mendes (União), que deixa o governo para disputar o Senado Federal.
A ausência de uma primeira-dama encerra um ciclo de décadas em que as esposas dos governadores exerceram papel central na execução de políticas de assistência social, passando por nomes marcantes que consolidaram essa tradição na Nova República:
Isabel Campos, esposa de Júlio Campos (1983-1987);
Teté Bezerra, esposa de Carlos Bezerra (1987-1990);
Lucimar Sacre de Campos, esposa de Jayme Campos (1991-1994);
Telma de Oliveira, esposa de Dante de Oliveira (1995-2002);
Terezinha Maggi, esposa de Blairo Maggi (2003-2010);
Roseli Barbosa, esposa de Silval Barbosa (2010-2014);
Samira Martins, esposa de Pedro Taques (2015-2018);
Virgínia Mendes, esposa de Mauro Mendes (2019-2026).
O cenário de Mato Grosso sem uma primeira-dama oficial já ocorreu somente durante a gestão de Frederico Campos (1979-1983). Naquela ocasião, o governador era viúvo e as funções sociais e protocolares do Estado foram assumidas por sua filha, Terezinha de Jesus Campos, que atuou como uma espécie de "anfitriã" do Palácio Paiaguás.














